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Saudações cariocas lá dos Alpes suíços0 Comments

admin | 5:22 pm | dezembro 31, 2009 | Cotidiano

Caros leitores, peço mais uma vez a palavra. Em primeiro lugar, agradeço por todas as mensagens simpáticas enviadas por vocês nos últimos dias. Também aproveitei os dias natalinos para descansar, fugir das notícias diárias e refletir sobre os acontecimentos desse atribulado ano nos seus derradeiros minutos.

Seria 2009 de fato um "annus horribilis"? Começando por "c", talvez sim: crise financeira, crise climática, crise das instituições políticas, crises armadas, crise alimentar, crise religiosa ou crise cultural, se nos limitarmos apenas a essa letra do alfabeto. E mesmo este blog também sofreu sua "crise" ao noticiar sobre temas conflitantes, angariando críticas pesadas dos representantes do rei.

Porém os Alpes bernenses, como vistos por mim durante uma caminhada nas florestas em pleno inverno já me trouxeram as forças necessárias para 2010. Crises vem e vão, mas o granito continua por lá, inerte e soberano. E também não quero começar o novo ano pensando nas águas passadas já meio enturvadas, pois afinal, Nietzsche já dizia que quando se olha demais no abismo, ele olha dentro de você.

Para estar distante das montanhas e, conseqüentemente, dos abismos, passo o período de festas em uma região de planícies, no sul da Alemanha. Aqui é como se os ponteiros do relógio tivessem emperrado. Os campos são cultivados há séculos no verão e, no inverno, descansam com plantações de espinafre. Quando cai a geada, as linhas paralelas até lembram um jardim zen.

Mas tão distante, aqui no continente europeu, minha cabeça vai estar com a família, amigos, conhecidos, leitores e todos os cariocas do mundo. Afinal, não conheço um despertar do novo ano mais bonito do que o da minha cidade natal. Por isso coloco uma foto de um autor desconhecido, mas que merece meus aplausos. Quantos povos no mundo aplaudem o nascer do sol em 1° de janeiro? Feliz 2010 a todos!!!!

E nunca se esqueçam: "Hoppla, wir leben!" (Opla, a gente ainda está vivo!).


Era Natal e não tinha o olhar 43 do George Michael…0 Comments

admin | 10:15 pm | dezembro 23, 2009 | Divertido, Vídeos

Ahhh…como era bom nos anos 80! Era Natal no Rio de Janeiro e a turma do condomínio em Botafogo marcava de dar um pulinho ao Leme. O verão estava a todo vapor. A água fresquinha e eu só pensava na sessão da tarde no cinema Lido com a menina mais bonita do bloco. E na rádio já rolava sem parar "Last Christmas", um dos maiores hits do George Michael.

Hoje descobri na net o clip dele. No começo aparece a turma simpática. O cantor, com um cabelo que deve ter levado duas horas embaixo do secador, salta com sorriso Kolynos do jipe e dá um sorrisão para a gata e o resto dos amigos. O cenário inteiro está coberto de neve. Cada um tem seu esqui em mãos.

O bonde leva todos ao alto da montanha, onde um chalezinho alpino os espera. O Natal começa a ser preparado – não pode faltar a guerra de bolas de neve – e depois todos sentam à mesa de jantar, ao lado do pinheiro. Os casais se olham felizes e o Michael, cheio de ciúme, não tira os olhos da morena de cabelos ondulados. No final, ele a conquista com o seu olhar 43.

Para quem não sabe, as incríveis montanhas do clip estão em Saas Fee, um vilarejo cravado nos Alpes do cantão do Valais. E lá é exatamente como se vê na tela: chalés, pinheiros, picos e neve como em um calendário de lavanderia. A canção era dedicada, na realidade, à Páscoa. Porém a gravadora foi esperta e pediu ao músico uma pequena mudança temática. Boa escolha, pois "Last Christmas" já está há 25 anos nas paradas mundiais, sobretudo nesta época do ano.

E mesmo se tudo não passa de uma fantasia bem cafona (inclusive lembrando-se que a praia do Michael é outra), acho que a canção transmite bem o que todos nós sonhamos, em qualquer época das nossas vidas. Feliz Natal a vocês, leitores do “O Topo dos Alpes”!!!


Paula O. quer ficar na Suíça?0 Comments

admin | 11:25 pm | dezembro 22, 2009 | Cotidiano

Apesar de já estar em ritmo natalino, as notícias continuam chegar à minha caixa postal. A última é relacionada à brasileira Paula O., julgada na semana passada (clique AQUI para ler meu artigo) em um tribunal de Zurique.

Segundo o Tagesanzeiger, ela teria feito um pedido de prolongação do visto de residência ao Departamento de Imigração do cantão de Zurique. "Ela gostaria de ficar na Suíça", escreve o jornal.

Ainda não se sabe se a advogada irá entrar com um recurso contra sua condenação. Segundo um funcionário do órgão cantonal, a prolongação do visto depende, em primeiro lugar, de uma avaliação para saber se o motivo original da permanência continua a ser cumprido, ou seja, se ela ainda tem o emprego. Porém, como foi constatada durante o julgamento, sua empresa demitiu-a. Atualmente ela encontra-se com visto vencido.

Para os leitores que sabem ler o alemão (se não sugiro o serviço de tradução da Google), recomendo a entrevista com o colunista do O Globo, Ricardo Noblat, feita pelo Tagesanzeiger. Nela, o jornalista fala sobre o papel da mídia brasileira no caso e da opinião pública no país. Uma boa idéia do jornalista Stefan Eiselin.

Foto: modelo da nova cédula de identidade para estrangeiros


A Sibéria da Suíça0 Comments

admin | 9:51 am | dezembro 21, 2009 | Cotidiano

Tem gente que adora o frio e sonha com dias de neve. Eu também gosto, mas hoje não consigo nem ver mais a marcação do termômetro. A Europa toda está coberta de branco. Enquanto isso, imagino que o verão já esteja fazendo ferver o calçadão de Copacabana.

Aos cariocas que não suportam esses dias de calor tórrido – eu era um deles – sugiro a visita a um dos lugares mais interessantes da Suíça: La Brévine, um vilarejo perdido nas montanhas da região do Jura (noroeste do país) e também conhecido por ser a Sibéria helvética.

Ontem seus termômetros marcaram, nada mais nada menos, do que 37,8 graus negativos. O recorde foi de 41,8 graus negativos em 12 de janeiro de 1987. Apesar de parecer algo extremo, o frio nesses níveis também é suportável, sobretudo se não houver vento. O único perigo é o exagero etílico nos dias de festas: o álcool neutraliza a sensibilidade do corpo e leva ao sono. E uma cochiladinha no banco de um parque pode ser fatal.

Eu, como todos os brasileiros, não vou tirar o pé de casa. Não há nada mais bonito do que ver a neve caindo através da janela e ter um bom copo de quentão (o vinho natalino) na frente de si…

P.S: quer ver como estão as ruas suíças? Clique AQUI para ter acesso à centenas de câmeras web.


Felizmente um brasileiro que nos faz orgulho no exterior0 Comments

admin | 6:28 pm | dezembro 18, 2009 | Cotidiano

 

…a arte da bola.

…sem limitações

…e ôpla, a passagem pelo ombro…

Nos últimos dias escrevi sobre uma brasileira radicada na Suíça que, para alguns compatriotas, não contribuiu muito à nossa imagem no exterior. Quem leu o artigo sobre seu julgamento vai entender que Paula O. não é totalmente culpada. Ela recebeu sua pena, tanto do ponto de vista jurídico como pessoal. Capitulo fechado! O único elemento em falta neste romance seria a retratação das nossas autoridades, outrora afobadas em condenar países terceiros.

Hoje publiquei na swissinfo um artigo dedicado a um brasileiro também muito especial (clique AQUI par ler). Deficiente físico atingido pela poliomielite aos dois meses de idade, Helton de Oliveira faz embaixadinhas com suas muletas há onze anos nas praças e avenidas da Europa.

Para mim, esse brasileiro é a prova de que a nossa famosa Lei de Gerson se aplica só ao próprio atleta que virou garoto-propaganda de um fabricante de cigarros. Helton, ao contrário, mostra que criatividade, disciplina e bom humor são as nossas verdadeiras qualidades. Ele deveria ser o nosso modelo…


Como foi o julgamento de Paula O. na Justiça0 Comments

admin | 12:09 am | dezembro 17, 2009 | Suíça

Será que é a Paula O. que está chegando ao tribunal? Sozinha? Os jornalistas se preparam para cercá-la.

Espera! Queremos entrevistar você!!! Por que seu rosto está descoberto?

Alarme falso! A moça era apenas uma visitante do processo, mas resolveu dar uma de celebridade para brincar com a imprensa. A situação acima mostra como foi hoje o clima no Tribunal Distrital de Zurique.

Finalmente, caros leitores, consegui publicar a minha reportagem intitulada “COMO FOI O JULGAMENTO DE PAULA O“. (clicar no título para ler). Nela revelo os detalhes da sessão de quase cinco horas, onde detalhes ainda não divulgados do caso foram revelados.

Ao contrário do alarde inicial feito pela imprensa, só encontrei trinta jornalistas suíços no tribunal, sendo que nenhum representante da mídia brasileira. Imagino que o pouco interesse deva-se à Cúpula da ONU sobre a Mudança Climática.

Em todo caso, imagino que a história da brasileira receba agora um ponto final. Espero que ela sirva também a todos nós, da imprensa, como uma lição para calibrar nosso trabalho. Como diria um grande editor: jornalista deve se ater fatos, fatos, fatos e fatos.

Foto acima: O procurador Marcel Frei diz aos jornalistas estar satisfeito com a pena imposta à brasileira.


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