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admin | 2:12 pm | julho 31, 2009 | Vídeos

Todos sabem que Berna não tem praia. Para um carioca como eu, apaixonado pelos finais de tarde no Posto 9, a sensação é de ter sido banido à Sibéria. Para compensar esse “buraco” emocional, transformei-me nos últimos anos em um assíduo freqüentador do rio Aare, o que corta a capital da Suíça.
Sempre que o dia está bonito, saio do trabalho e vou me refrescar na água. Primeiro coloco as roupas em um saco de lixo e depois mergulho em um ponto do rio e deixo me levar até as proximidades de casa. Legal, não? Para me certificar da limpeza da água, já visitei até a estação de tratamento de esgotos da cidade. O que descobri: posso até abrir a boca e beber o líquido que sai dos seus encanamentos para ser despejado no rio (clique AQUI para ler a reportagem).
Mas o Aare também é espaço de corajosos. Na foto acima vocês vêem a ponte Monbijoubrücke, um bichão de 337,5 metros de comprimento. Dependendo do nível do rio, a sua murada pode estar distante até uns 25 metros da água. E não é que existem loucos dispostos a se jogar dela, até mesmo fazendo piruetas. A prova de coragem está no vídeo abaixo. Só gostaria de saber se esse rapaz pularia da Ponte Rio-Niterói. O maior pilar dela tem 72 metros de altura.
admin | 4:25 pm | julho 30, 2009 | Economia

Há alguns anos escrevi para o site swissinfo.ch uma reportagem (clique AQUI para ler) sobre uma típica bebida suíça: Rivella, um refrigerante de soro lácteo, extrato de ervas e frutos. Para os que experimentam pela primeira vez, o gosto lembra bastante o nosso guaraná, porém com menos gás carbônico.
Rivella foi lançado em 1951 e logo se tornou uma coqueluche entre os suíços. Curiosamente a bebida nunca teve sucesso no exterior. O fabricante já tentou lançá-la em países como a França, Alemanha ou Inglaterra, mas desistiu devido às fracas vendas. Talvez seja o mesmo problema do Mineirinho: só um grupo reduzido, o de fluminenses, é capaz de bebê-lo.
Porém hoje li que a Coca-Cola está investindo no setor de refrigerantes feitos com soro lácteo. O novo produto, por enquanto testado apenas na região de Nova Iorque (o preço é de US$ 2.49), se chama "Vio" e vem com aromas de frutas (pêssego/manga, frutas vermelhas, frutos cítricos e colada tropical).
Essa não é a primeira vez que a multinacional americana aposta nesse tipo de produto. No Japão ela vende o similar "Qoo" desde o final dos anos 1990.
Pessoalmente eu prefiro continuar tomando suco de maçã misturado com água. A bebida se chama na Suíça de "Apfelschorle" e pode ser feita em casa ou comprada pronta. Na universidade alguns amigos chamavam a Coca-Cola de "águas negras do capitalismo". Será?
admin | 4:37 pm | julho 29, 2009 | Cotidiano

O restaurante e bar “El Paradiso” nas montanhas de St. Moriz, cidade suíça que é sinônimo de resort de esportes de inverno para chiques e milionários do jet set internacional, é freqüentado por turistas e também celebridades como Boris Becker. Geralmente em um lugar desses, o dono não procura briga com clientes pela falta de alguns centavos na continha.
Porém um casal apareceu, pediu meio litro de vinho e começou a deliciar a estupenda vista dos Alpes. Na hora da “dolorosa”, houve briga. A garrafa custava 52.50 francos (91.74 reais), o que pareceu salgado demais para os dois. Eles disseram que o vinho só valia a metade do preço. Discussão lá e cá, o dono chamou a polícia. O casal prometeu esperar, mas acabou dando no pé. Buscas feitas posteriormente não deram nenhum resultado.
Pela raiva, o dono Hans-Jörg Zingg decidou se vingar. Graças às fotos tiradas por outros clientes, ele colocou a imagem do casal no seu site para alertar outros gastrônomos da região. Porém a boa idéia terminou saindo pela culatra: ao invés de solidariedade, milhares de internautas encheram sua caixa postal com e-mails agressivos e de conteúdo obsceno, acusando-o de cobrar preços elevados demais. “É impossível meio litrinho custar tanto!”, escreveu um.
A história foi para os jornais e Hans-Jörg Zingg terminou sendo repreendido pelas autoridades de proteção aos dados privados por ter publicado a foto dos maus pagadores. Além disso, teve de publicar uma posição oficial do seu restaurante, lamentando o ato cometido, mas ressaltando que St. Moritz não é só um lugar de ricos. Para ele, os preços do cardápio são mais do que justos. Afinal, alguém tem de levar o vinho do produtor até a montanha.
admin | 1:17 am | | Divertido, Vídeos
E quem disse que suíço não tem humor? A prova está na mais recente campanha (clique AQUI para ler a reportagem) realizada pelas autoridades sanitárias do país dos Alpes para alertar a população sobre a gripe suína.
Além de um site na internet – com informações sobre formas de evitar o vírus, sintomas ou os riscos das viagens ao exterior – os autores também vinculam divertidos comerciais de TV, como o que pode ser visto no alto. Neles cômicos famosos informam à população os cuidados necessários. Alguns dão até umas tossidas para alertar sobre as vias de contágio.
Poucos falam sobre o inventor do Tamiflu, o remédio que ainda é o mais eficaz na luta contra o vírus A(H1N1). Trata-se de um austríaco, pesquisador nos EUA e detentor de um título de doutorado na Escola Politécnica de Zurique.
Hoje traduzi um pequeno artigo sobre o tema, publicado pelos nossos colegas do jornal Tagesanzeiger. Esse homem está fazendo fortuna, pois detém os direitos e também ganha porcentagem na venda de cada caixinha para os governos nos quatro cantos do globo. Clique AQUI para ler a reportagem.
Quem leu meu último post sobre a gripe suína, até descobre teorias da conspiração e a revelação do chefe da Roche sobre os lucros bilionários trazidos pelo medicamento. Por outro lado, por que uma multinacional não teria direito de ganhar um troco após anos de pesquisa e custos elevados de desenvolvimento e produção? A questão só fica complicada no momento de uma pandemia e pânico geral no mundo. O que adianta uma montanha de dólares se os acionistas também começam a perecer através da doença?
admin | 12:40 pm | julho 27, 2009 | Cotidiano, Divertido

Hotéis existem de todos os tipos. Alguns preferem os luxuosos, de tapete vermelho e atendimento com concierge. Outros são fãs dos albergues da juventude e nem reclamam em dividir um quarto com dez garotos de meias encardidas. Eu já prefiro os estabelecimentos incomuns, onde normalmente outras pessoas não pernoitariam.
Um exemplo? Que tal se hospedar num circo? Ou talvez dormir dentro de uma barrica de vinho? Talvez divertido seria ficar no hotel “Pão e Água” na Suíça, onde são oferecidos “quartos” ao ar livre e camas feitas de trigo…ainda plantado. O despertador é a língua da vaca lambendo o rosto do cliente.
Essas e outras formas malucas de fazer turismo estão em uma reportagem publicada por mim no final de semana (clique AQUI para lê-la). Trata-se de um apanhado de hotéis exóticos surgidos nos últimos anos no país dos Alpes. Coisas como dormir em uma prensa de vinho, dormir em um vagão de trem, dormir na plantação, dormir em um antigo depósito de minério de ferro, dormir à luz de velas ou dormir em barraca mongol.
Pessoalmente ainda não testei a maioria desses pernoites malucos. Porém já dormi várias vezes em uma penitenciária (clique AQUI para ler a reportagem) e também em uma fazenda sem energia elétrica, água corrente ou banheiro. Os maiores luxos por lá eram um legítimo penico de aço e a cama de palha (clique AQUI).
A crise atual obriga muitos hoteleiros na Suíça a investir mais na especialização. Se a clientela de luxo começa a rarear, a solução é investir em programas especiais como atividades culturais, espirituais ou wellness. Já os estabelecimentos mais simples ou pessoas que simplesmente vivem do turismo, como muitos agricultores, precisam contar com a sua criatividade. Os exemplos acima mostram algumas das idéias.
Meu próximo plano é dormir em um antigo bunker militar com piscina e tudo. Vocês não acreditam? Cliquem AQUI…
Foto: alguns dos pernoites “estranhos” na Suíça
admin | 9:49 pm | julho 25, 2009 | Divertido, Vídeos

Roger Federer é papai! A sorte dupla veio com o nascimento das duas gêmeas Charlene Riva e Myla Rose. Fãs de todas as partes do mundo enviaram mensagens de felicitações no seu site. Até eu, autor deste humilde blog, me envergonho de tê-lo intitulado de "banana". Mas foi só uma provocação!
Sim, eu admiro esses dois desportistas (lembrando que a sua esposa, Mirka, também foi jogadora de tênis). A discrição como vivem é exemplar. Nenhum jornal obteve fotos dos bebês. Também os canais de televisão não foram convidados a participar do nascimento. Federer consegue ser uma pessoa tão normal, que nem as revistas sensacionalistas conseguem fazer um furo com ele.
Também gostei da escolha dos nomes para os bebês, um toque "globalizado" nessa família que é o espelho da Suíça multicultural (Federer tem uma mãe da África do Sul e a sua esposa nasceu na Eslováquia). Myla é um nome tcheco e também o diminutivo de "Ludmilla". Em eslavo antigo ele significa algo como "o caro, o amor". Já Charlene é um nome inglês e a forma feminina de "Karl".
Como é final de semana, vamos todos rir. Em cima, uma caricatura publicada hoje no jornal Tagesanzeiger para homenagear o hexacampeão de Wimbledon. Vejam o detalhe das "bolas". Embaixo, um vídeo que me fez morrer de rir. Talvez as gêmeas sejam como os filhos do Agassi e Steffi Graf.
2010 Alexander Thoele - Switzerland