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Os mitos do sigilo bancário0 Comments

admin | 10:54 am | fevereiro 28, 2009 | Economia

Caricatura

“E o Oscar para a melhor comédia tragicômica vai para….a Suíça”. Caricatura de Felix Schaad publicada no Tagesanzeiger.

A primeira lenda do sigilo bancário é de que teria sido criado por questões humanitárias: salvar o dinheiro de judeus dos tentáculos nazistas. Na realidade os bancos helvéticos já gozavam há séculos da fama de serem discretos e eficazes na administração de dinheiro alheio. Porém o sigilo bancário só entrou em vigor como lei em 1934, como uma reação do governo helvético à prisão dois anos antes, em Paris, de dois executivos de um banco da Basiléia e interceptação conseqüente de uma longa lista de clientes franceses. Na época, tanto o governo francês como o alemão não poupavam esforços para frear a desesperada fuga de capital à procura do porto seguro em contas de bancos suíços, um efeito da I. Guerra Mundial e posterior crise econômica mundial.

Hoje em dia, o ministro alemão das Finanças, Peer Steinbrück, considera o sigilo bancário suíço um grande problema. Segundo cálculos da revista alemã “Spiegel”, entre 200 e 300 bilhões de euros não declarados de fortunas alemãs estariam depositados em contas de bancos da república alpina. Com os problemas atuais de caixa devido à crise financeira e econômica, ele não mede mais palavras e já fala em utilizar o “chicote” contra os paraísos fiscais europeus. Depois do acordo firmado entre o UBS, o maior banco helvético, e as autoridades fiscais americanas, visto por muitos como a primeira brecha aberta no muro de granito do sigilo, agora também a União Européia já está exigindo as mesmas condições. Esse pode ser o tiro de misericórdia.

Se quisermos discutir o tema, é preciso iniciar com números. Os mais conservadores falam que aproximadamente 4 trilhões de francos (8,18 trilhões de reais) em fortuna estariam depositados na Suíça, sendo que a metade originária do exterior. Desse dinheiro, a metade pertenceria a clientes privados, do qual uma parte é claramente de dinheiro não declarado ao fisco nos seus países de origem. Segundo o jornal Tagesanzeiger, um terço das fortunas de estrangeiros depositadas na Suíça teria sido sonegado.

A questão é quase filosófica. Os defensores do sigilo bancário na Suíça ressaltam que ele significa “uma proteção dos clientes contra o Estado”, como define Hans Geiger, professor no Instituto Suíço de Operações Bancárias da Universidade de Zurique. De fato, o que leva a muitos estrangeiros depositarem seu dinheiro em bancos helvético não é somente o desejo de enganar o “Leão”, mas sim escapar da insegurança nos seus países. Um exemplo: não são poucos os brasileiros a se lembrar com amargura dos índices de inflação diária de 2% do governo de José Sarney ou do plano de confisco da poupança de Fernando Collor. Quantos de nós não teriam também colocado seu suado dinheirinho, economizado aos trancos e barrancos na nossa instável economia, em uma conta segura, administrada em moeda forte, de uma agência chique em Zurique ou Genebra?

A legislação suíça ainda faz a diferenciação entre fraude fiscal e sonegação. Por esse pequeno detalhe jurídico é que a república alpina recusa todos os pedidos de cooperação de autoridades fiscais estrangeiras que estão atrás de dinheiro desviado pelos seus cidadãos. Frente à enorme pressão internacional, muitos executivos do setor bancário helvético, que responde bem ou mal a 12% da economia do país, já estão mudando os argumentos para defender o sigilo bancário. “Ele deve ser adaptado à situação atual para que a Suíça não fique sob grande pressão política e acabe perdendo totalmente o sigilo bancário”, declarou o recém-empossado presidente do UBS, Oswald Grübel. Sua justificativa: “É questionável estarmos acobertando sob o sigilo sonegadores de imposto de renda”.

Por isso a tendência atual é de que o sigilo bancário possa continuar a existir, mas bastante diferente do que o é. Ele deixará de ser um porto seguro para sonegadores. Os bancos suíços continuariam a ser atrativos pela sua expertise na administração de fortunas e aproveitariam da estabilidade econômica e política da Suíça. Mesmos os fortes protestos internos, nos quais alguns grupos até pedem para que o sigilo seja incluído na Constituição helvética, não escondem a realidade de que os tempos mudaram para os banqueiros do país dos Alpes.


Sou boi0 Comments

admin | 4:23 pm | fevereiro 26, 2009 | Divertido

O Blatter deixou eu pegar no ouro dele durante uma entrevista 

Cartas de leitores são importantes termômetros para verificar a opinião do público. Quando escrevi neste blog um post sobre a multa que recebi por passar de bicicleta sobre uma calçada, a ressonância foi impressionante: 58 comentários. A grande parte me qualificou de ser um legítimo adepto do “jeitinho” brasileiro que se choca contra a cidadania européia. Por isso escrevi um “mea culpa“, onde reafirmo minha condição de cidadão cumpridor das leis e defensor de uma sociedade harmoniosa. O retorno não foi avassalador, mas confortante: 18 comentários, dessa vez bem mais simpáticos.

Mas uma notícia publicada no início do mês pela imprensa suíça, cujos recortes empilhei em algum lugar da minha mesa de trabalho, me inspirou a falar mais uma vez do tema. Ela fala de um acidente provocado pelo presidente da FIFA, quando estava dirigindo para a sua residência no cantão do Valais (sul da Suíça) em 18 de outubro de 2008. Joseph “Sepp” Blatter conduzia sua Mercedes SL 63 AMG (valor é avaliado em 230 mil francos ou 467 mil reais) e quis ultrapassar outro veículo na estrada. Na manobra, ele tocou o carro e perdeu o controle do próprio veículo, caindo na pista do sentido contrário e batendo diretamente contra um Golf. Com o choque, os dois carros perderam o controle e se enterraram no acostamento.

Foi um milagre, mas Blatter saiu incólume do acidente e o outro jovem motorista do Golf teve apenas leves ferimentos. A polícia também se certificou que ninguém havia ingerido álcool. Porém um detalhe chamou a atenção da imprensa: os policiais que chegaram ao local logo se apressaram em retirar a placa do carro de Blatter. Justificativa oficial: proteger a privacidade do dirigente da FIFA. Curiosamente a placa do Golf não foi desparafusada. “No caso partimos do princípio de que o motorista não estaria no foco da mídia”, explicou o porta-voz da polícia local ao jornal Blick.

O caso foi finalmente julgado pelo Tribunal de Berna em 9 de fevereiro de 2009. Blatter foi condenado a pagar uma multa de 600 francos (aproximadamente 1.220 reais), sem registro policial ou perda de carteira. O juiz justificou a condenação por ele “ter ferido as regras de trânsito ao não respeitar a distância de segurança na ultrapassagem e, por essa razão, ter perdido o controle do veículo, causando um acidente”. A FIFA não se pronunciou sobre o caso, mas jornalistas descobriram na queixa-crime uma recomendação para que sua atenção “não seja mais desviada por aparelhos de som, de informação e de comunicação”. Resumindo: provavelmente Blatter estava falando no celular.

O curioso nessa história é ler as cartas de leitores nos vários jornais onde o caso foi noticiado. Os protestos foram enormes. A grande parte dos leitores achou injusta e muito branda a pena e multa para uma pessoa que tem um salário anual de um milhão de francos. “Em um caso semelhante, o cidadão normal perderia a carteira de motorista por no mínimo três meses”, disse um. “Blatter é um Napoleão da FIFA”, retrucou outro. Uma leitora do Berner Zeitung conta que sua filha viveu um acidente nas mesmas condições, também sem feridos e sem ter bebido. “No nosso caso pagamos 1.200 francos, mais taxas e um registro policial de dois anos”, contou. “Mais corrupto do que isso não é possível”, protesta outro e conta sua experiência: “Quando fui fotografado por um pardal em uma rua por estar a 84km/h e não 50 como o permitido, mas sem provocar acidentes, recebi uma multa de 1.300 francos e perdi a carteira por três meses”.

Conclusão da história: já diziam os romanos que “Quod licet Iovi, non licet bovi”, ou seja, “o que é permitido a Júpiter, não é permitido a um boi….

Veículo de Blatter Veículo da vítima

Clique nas fotos para ver os detalhes. À direita o carro de Blatter e à esquerda o da vítima.


Montanha ao lado de casa0 Comments

admin | 8:42 pm | fevereiro 25, 2009 | Uncategorized

Crianças descendo de trenó do Gurten.
Crianças descendo de trenó do Gurten.

O Gurten é a montanha de Berna. Com seus 858 metros acima do nível do mar, ela oferece espaço de lazer e diversão para os habitantes da capital helvética. Quando cai bastante neve, o que ocorreu com bastante freqüência nesse inverno, pessoas de todas as idades pegam seus trenós, bicicletas e esquis para descer a montanha no embalo. A subida pode ser feita com uma cremalheira ou a pé, o que exige um esforço de atleta olímpico e atenção de coelho para não ser atingido por um dos bólidos descendentes. No cume existe um mirante, do qual é possível se avistar a grande cadeia de picos de quatro mil metros no horizonte, mas isso só se o céu não estiver encoberto. Para quem quiser tomar uma boa cerveja ou degustar alguns pratos típicos, o restaurante Gurten Kulm é a grande pedida. Poucos metros distantes está o parque com um trem em miniatura. Ele funciona como os de verdade, com piloto, túneis e até mesmo locomotivas à vapor.

A subida....

A subida....

E a vista lá de cima...

E a vista lá de cima...


Carnaval à 2 graus negativos0 Comments

admin | 9:42 pm | fevereiro 24, 2009 | Divertido

 

O que um sorriso é capaz? Depois de alguns dias onde o Brasil só era mencionado em artigos policiais, agora os jornais suíços estão repletos de impressionantes fotos tiradas da Marquês de Sapucaí durante o desfile das escolas de samba. O Tagesanzeiger escolheu seguramente a mais bonita delas, a de uma passista da escola da Vila Isabel, que distribuía alegria ao público durante sua passagem. Criatividade não faltou ao redator do texto: “A falta eventual de dinheiro devido à crise financeira mundial foi eliminada simplesmente com criatividade e entusiasmo”. Respiro aliviado e vejo que a imagem do nosso país não chegou a ser maculada.

Mas como os suíços festejam os dias “mais loucos” do ano? Aqui a festa se chama “Fastnacht” e tem suas origens na Idade Média. Por questões históricas e culturais, ela ocorre em épocas diversas do ano nos diferentes cantões. Nos católicos, como Schwyz e Lucerna, o carnaval já está a todo vapor. Em Berna, rincão protestante tradicional, ele só começa na quinta-feira (26/02). Em Zurique, um dia depois. Na Basiléia, só a partir de 2 de março.

Para um brasileiro acostumado às marchinhas de carnaval, às matinês nos clubes com banda e confete, aos bailes mais “quentes” do Clube Sírio Libanês ou à animação com frevo nos blocos das ruas de Olinda, viver o carnaval helvético é uma experiência um pouco surreal. Sobretudo pela falta da malícia e do calor, companheiros tão inseparáveis nessa época, junto à cervejinha, é claro.

O frio – tem nevado muito nesses últimos dias – desanima os foliões ainda não acostumados ao clima. A música tocada geralmente é a “Guggenmusik“, na qual grandes fanfarras com percussão percorrem as ruas da cidade exibindo belas fantasias. Tenho amigos que tocam em algumas dessas bandas com o maior orgulho e se divertem como crianças em dia de aniversário. Porém os ouvidos têm de estar muito preparados, pois a impressão geral é de uma cacofonia organizada, onde o principal objetivo é marcar a presença através do número mais elevado de decibéis. Dêem uma olhada no vídeo 1 e vídeo 2 para vocês terem uma idéia do carnaval helvético.

Mas o “Fastnacht” é também uma festa cheia de tradições bonitas. Além de uma profusão de diferentes máscaras e fantasias – cada uma com um significado histórico com os demônios, bobos da corte, homens da mata, bruxos e outros – as cidades também vivem grandes desfiles de blocos com estandes de comida e bebida. As crianças são as primeiras a se animar e nem parecem perceber o inverno.

Na Basiléia, a cidade com o maior carnaval da Suíça, os blocos, mais conhecidos como “Cliquen”, organizam desfiles inesquecíveis. O detalhe é que as bandas de lá também acrescentaram pífaros ao seu instrumental, o que dá à música um caráter próximo ao da marchinha militar. As letras das canções são humorísticas, com uma leve pitada de crítica política. Como todos os anos, o carnaval na Basiléia começa com o “Morgenstreich“, um desfile às quatro horas da manhã, na segunda-feira depois da Quarta-feira de Cinzas, onde os participantes andam pelas ruas da cidade com lanternas coloridas anunciando a abertura da folia. Se conseguir acordar…estarei lá.


Sigilo bancário atacado por todos os lados0 Comments

admin | 1:24 pm | fevereiro 23, 2009 | Economia

Foyer do Credit Suisse em Zurique

No último domingo (22.02) o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, encontrou-se em Berlim com a chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e o premier italiano, Silvio Berlusconi, em uma reunião preparatória para a cúpula do G-20, que está marcada para ocorrer em 2 de abril em Londres. O G-20 quer encontrar uma resposta mundial à crise financeira através da criação de novos órgãos de fiscalização e leis para impedir uma repetição do atual desastre.

Durante uma coletiva de imprensa em Downing Street, Brown foi direito ao ponto: “Queremos que todo o mundo comece a agir. Isso significa ação contra paraísos fiscais em partes do mundo que escaparam à regulamentação. As mudanças que iremos fazer terão de ser aplicadas em todas as jurisdições do mundo”. O jornal inglês “The Guardian” e foi diretamente ao ponto sobre um dos principais alvos do primeiro-ministro britânico: “Brown mira a Suíça na luta global contra os paraísos fiscais“.

Como a Suíça não é membro do G-20, ela tentou de todas as maneiras ser convidada para o encontro. O governo está mais do que seguro que as negociações em Londres terão influência direta sobre o mercado financeiro helvético, um dos mais importantes no mundo. Sobretudo as medidas anunciadas contra “paraísos fiscais” têm preocupado bastante os bancos do país. A recusa veio oficialmente por parte do governo inglês. Em comum acordo com os governos alemão e francês, a Suíça não poderá participar do encontro, nem mesmo como observadora. Como explica bem o NZZ, em 4 de fevereiro Gordon Brown declarou citou no Parlamento como exemplo o caso do UBS nos Estados Unidos.

Outra fronteira aberta contra a Suíça é dentro da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Há tempos ela ocupa-se do tema impostos e sigilo bancário. Além de defender uma postura “correta” na questão fiscal, a OCDE mantém uma “lista negra” de países que não respeitam os standards. A Suíça é ameaçada freqüentemente de cair nela.

Agora membros importantes da OCDE como a Alemanha, França, Itália e Grã-Bretanha planejam outra conferência para o início do verão cujo principal tema é “Secar os paraísos fiscais”. Do encontro deve surgir um acordo-modelo, que será declarado compulsório para todos os países. Seu principal objetivo é fazer com que nenhum Estado possa alegar “sigilo bancário” para negar cooperação internacional nas questões fiscais. Como mostrou o caso de Liechtenstein, se os EUA adotam a regra também contra a Suíça, a situação pode ficar mais do que complicada…

P.S: um adendo feito algumas horas depois e também reação à simpática mensagem do leitor “annouk”.

Sim, de fato o tema do sigilo bancário é extremamente sensível. Com toda certeza iremos tratar dele neste blog nos próximos meses. Sobre o acordo feito entre o UBS e o governo americano já publicamos uma matéria, mas a história ainda está em andamento e deve dar muito pano para as mangas.

Algo que preciso acrescentar é que a Grã-Bretanha, um dos países mais ativos no “combate” aos paraísos fiscais, também tem os seus próprios, dos quais faz todo esforço para não falar: Ilhas do Canal, Ilha de Man, Gibraltar (na Europa), Ilhas Cayman, Anguilla e Bermudas (territórios ultramarinos).

Quando ainda era senador, o atual presidente americano Barack Obama também lançou com outros parlamentares um projeto de lei intitulado “Decreto para acabar com o abuso dos paraísos fiscais” (Stop Tax Haven Abuse Act). Nele são listados 34 paraísos fiscais, dos quais na Europa estão Liechtenstein, Luxemburgo, Gibraltar, Ilhas do Canal, Isle of Man, Letônia, Malta, Chipre e a Suíça.

P.S: vocês acham que na Suíça não tem carnaval? Mas é claro! Amanhã vamos falar disso.


O tira-dúvidas da Suíça0 Comments

admin | 11:55 am | fevereiro 21, 2009 | Cotidiano, Divertido, Suíça

 

Em todos esses anos que estou vivendo no país dos Alpes, percebi que existe uma grande curiosidade dos brasileiros em coisas bem práticas. Um exemplo disso são dezenas de e-mails que recebemos na redação de jovens interessados em jogar futebol em algum clube helvético.

E existe futebol na Suíça? É claro! São vários clubes profissionais, em várias ligas e até um campeonato nacional. Muitos dos e-mails começam dessa forma: “Tenho 19 anos, jogo no clube da minha cidade e meu técnico diz que tenho um ótimo potencial. Entre no Youtube para ver o meu vídeo. Como posso me apresentar para um clube suíço?”. Possivelmente esses novos talentos devem se lembrar do Élber Giovane de Souza, mais conhecido como Élber e que, depois de jogar quatro anos no Grasshopper (de 1991 a 1994), time de Zurique, foi para a Alemanha, onde se tornou depois de alguns anos um dos maiores artilheiros do Campeonato Alemão.

Também recebo muitos e-mails de pessoas que querem simplesmente saber como é possível trabalhar na Suíça, fazer um intercâmbio universitário, trabalhar durante um ano em uma família como “au pair” ou mesmo casar. Esta última questão é sucesso absoluto e que sempre motiva as pessoas a enviar mais questões. Quais são os documentos que preciso? Posso levar meus filhos? Também existem suíços que gostariam de se informar mais sobre o Brasil. Quais são as possibilidades de negócios? É possível comprar terrenos? E outras.

Como estou longe de ser um especialista em Suíça, advogado ou mesmo guru, resolvi criar um simples fórum de discussões na Internet, onde pessoas nos dois países podem discutir trocar idéias e informações.

Através desse espaço, que batizei de “Fórum Brasil Suíça“, descobri coisas bem interessantes que até tem me inspirado em novas reportagens. Querem um exemplo interessante, sobretudo para os futuros craques da bola? Já são mais de 600 pessoas inscritas.

A FIFA, cuja sede está em Zurique, tem uma lista de agentes que atuam na Suíça. Essas pessoas são capazes de trazer jogadores para o país e negociá-los com os clubes. O interessante é que muitos desses agentes parecem ser brasileiros, portugueses ou, pelo menos, latinos (segundo os nomes).

Também descobri que a comunidade brasileira é extremamente organizada. Em outubro de 2009, por exemplo, eles estão organizando o quarto encontro brasileiro na Suíça. Se vocês quiserem ver quantas associações já existem no país dos Alpes, clique AQUI

E para os que sentem falta de um feijãozinho, carne seca, gelatina, sucos, fubá, pastel de queijo e outras iguarias do Brasil, descobri uma lista de pequenas lojas. Há poucos dias atrás recebi um e-mail que anunciava a abertura da primeira lanchonete brasileira em Berna. A Licia’s Take-Away, que não oferece apenas salgadinhos, pastel, docinhos, crepes e ou deliciosos sucos tropicais, mas também prepara até feijoada….


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