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	<title>Alexander Thoele, a Brazilian journalist - privat website</title>
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	<description>athoele - site do jornalista Alexander Thoele sobre a Suíça e outros temas</description>
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		<title>Importante é estar presente no Brasil</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Aug 2010 10:26:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[
Cobrir a visita de um ministro de Estado não é fácil. São poucos dias, mas a agenda é cronometrada em segundos na realização de cinco ou mais compromissos por dia. Ainda mais se falando de suíços, é fácil de compreender que cumprir essa maratona é uma questão de honra&#8230;e pontualidade. 
Em Brasília encontramos os ministros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="" alt="" width="500" height="422" src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2010/08/313_2958-burkhalter-brasil.jpg" /></p>
<p>Cobrir a visita de um ministro de Estado não é fácil. São poucos dias, mas a agenda é cronometrada em segundos na realização de cinco ou mais compromissos por dia. Ainda mais se falando de suíços, é fácil de compreender que cumprir essa maratona é uma questão de honra&#8230;e pontualidade. </p>
<p>Em Brasília encontramos os ministros brasileiros José Gomes Temporão (Saúde), que pode ser visto na foto acima (à esq.) apertando a mão do ministro suíço do Interior, Didier Burkhalter, e Sérgio Machado Rezende (Ciência e Tecnologia). Depois fomos ao Rio de Janeiro, onde vários encontros com a comunidade científica brasileira ocorreram. Até tive a feliz oportunidade de conhecer e visitar a Fundação Oswaldo Cruz. Um lugar belíssimo, sem falar obviamente do importante trabalho que esses pesquisadores fazem para o Brasil. </p>
<p>Como foi o encontro entre os governos helvético e brasileiro? Nas poucas horas livres, escrevi uma reportagem (clique <a target="_blank" href="http://www.swissinfo.ch/por/politica_suica/O_importante_e_estar_presente_no_Brasil.html?cid=27084386">AQUI</a> para ler) para contar o que dois países, aparentemente tão diamétricos, têm em comum. O assunto é ciência. </p>
<p>Depois entrevistei (clique <a target="_blank" href="http://www.swissinfo.ch/por/ciencia_tecnologia/Acordos_nao_funcionam_se_os_cientistas_nao_se_conhecem.html?cid=27282632">AQUI</a> para ler) uma das grandes personalidades do mundo científico suíço, o presidente da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), Patrick Aebischer. Não apenas essa é uma das mais importantes universidades do mundo nas áreas de engenharia e tecnologia, mas ela também está doando um supercomputador ao Brasil, um aparelho capaz de fazer vários milhares de cálculos por segundo e que será utilizado em pesquisas do cérebro num dos <a target="_blank" href="http://www.natalneuro.org.br/">grandes centros científicos&nbsp;brasileiros</a> localizado&#8230;surpresa&#8230;em Natal.</p>
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		<title>Um supercomputador de presente para o Brasil</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Aug 2010 18:00:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Suíça]]></category>

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		<description><![CDATA[
Infelizmente estava muito ocupado nos últimos dias. Aos leitores que pensam ser a Suíça um país monótono, sou obrigado a contradizê-los. O território é exíguo, mas aqui pulsa um coração econômico e político como raramente vivi em outros lugares. 
No final de semana, por exemplo, cobri como jornalista um evento muito especial: o 88&#176; Congresso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="" alt="" width="500" src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2010/08/313_2541-governo.jpg " /></p>
<p>Infelizmente estava muito ocupado nos últimos dias. Aos leitores que pensam ser a Suíça um país monótono, sou obrigado a contradizê-los. O território é exíguo, mas aqui pulsa um coração econômico e político como raramente vivi em outros lugares. </p>
<p>No final de semana, por exemplo, cobri como jornalista um evento muito especial: o 88&deg; Congresso de Suíços do Estrangeiro em St. Gallen (clique <a target="_blank" href="http://www.swissinfo.ch/por/specials/Suicos_do_estrangeiro/Somos_suicos_do_mundo.html?cid=25389162">AQUI</a> para ler). Como o número diz, há mais de oito décadas emigrantes suíços de todas as partes do mundo se encontram em algum lugar da sua terra de origem para trocar informações, rever amigos e também informar-se sobre as atualidades. Para um pequeno país como a Suíça, com apenas sete milhões de habitantes, é extramente importante manter os laços com aqueles que partiram, muitas vezes há várias gerações. </p>
<p>O respeito é tamanho, que todos os anos um membro do poder executivo (um dos sete ministros que governa o país) sacrifica seu sábado para encontrar essa comunidade. E não apenas isso, dezenas de deputados-federais, senadores, governadores, empresários e outras personalidades também participam. Para um estrangeiro como eu, a impressão é que os suíços se consideram uma grande família, mesmo com todas suas diferenças linguísticas e culturais. </p>
<p>E voltando ao assunto da falta de tempo, informo aos leitores que estou viajando ao Brasil. Acompanho como jornalista a delegação de Didier Burkhalter, <a target="_blank" href="http://www.edi.admin.ch/org/01543/index.html?lang=en">ministro suíço do Interior</a>, e mais dezenas de grandes figurões do mundo científico helvético, incluindo também os chefes das Escolas Politécnicas Federais, que são consideradas umas das melhores instituições de ensino e pesquisa da Europa. </p>
<p>O programa é impressionante: encontros com quatro ministros brasileiros e centenas de pesquisadores brasileiros. E não acreditem que a viagem é apenas para ter impressões do maior país da América do Sul. Na bagagem, os suíços estão trazendo um presente aos brasileiros: um dos mais possantes computadores do mundo. Não acreditem? Leiam a minha reportagem (clique <a target="_blank" href="http://www.swissinfo.ch/por/politica_suica/Ministro_suico_do_Interior_inicia_viagem_ao_Brasil.html?cid=23990098">AQUI</a>). </p>
<p>P.S: na foto, o ministro Didier Burkhalter é o primeiro a partir da esquerda.</p>
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		<title>Por que países depressivos são os melhores para viver?</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Aug 2010 15:08:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[
Hoje meu colega espanhol publicou um interessante artigo (clique AQUI para ler) sobre uma recém-publicada pesquisa da revista Newsweek sobre os melhores países do mundo. Para minha admiração, a Suíça se classificou em 2&#176; lugar. Ou seja, estou vivendo no segundo melhor país do mundo, um paraíso de segurança, abastança e saúde. 
Esse não é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="" alt="" width="500" src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2010/08/313_1944-pais-frio.jpg " /></p>
<p>Hoje meu colega espanhol publicou um interessante artigo (clique <a target="_blank" href="http://www.swissinfo.ch/por/detail/index.html?cid=24837760">AQUI</a> para ler) sobre uma recém-publicada <a target="_blank" href="http://www.newsweek.com/2010/08/15/interactive-infographic-of-the-worlds-best-countries.html">pesquisa da revista Newsweek</a> sobre os melhores países do mundo. Para minha admiração, a Suíça se classificou em 2&deg; lugar. Ou seja, estou vivendo no segundo melhor país do mundo, um paraíso de segurança, abastança e saúde. </p>
<p>Esse não é o primeiro ranking, no qual a Suíça chega na pole position. De fato, a Suíça chegou a um nível de bem-estar pouco imaginado pelos ancestrais dos atuais habitantes. Muitos acordam pela manhã, olham os Alpes pela janela de casa, tomam leite fresquinho de vacas que pastam em campos verdejantes e vão ao seu trabalho, sem se preocupar com a escola dos filhos (gratuita e de boa qualidade), a saúde (hospitais de 1&deg; mundo) e as contas para pagar (os salários mais elevados da Europa). Outros até precisam procurar um problema, provavelmente com o vizinho. </p>
<p>Agora curioso é o comentário publicado em um dos blogs da Newsweek. &quot;Com os melhores países como esses, por que nações frias, escuras, pequenas e depressivas ficam em primeiro nos ranking?&quot;, é o título do post (clique <a target="_blank" href="http://www.newsweek.com/2010/08/16/why-cold-depressive-countries-end-up-the-best.html">AQUI</a> para ler). Ele explica um pouco do mistério da eterna boa classificação da Suíça e outros países escandinavos. </p>
<p>A resposta: Os &quot;melhores países&quot; do mundo parecem ter algo em comum: eles evitam guerras, vivem na escuridão e mantém um firme estado de depressiva e produtiva atividade. </p>
<p>Já os Estados Unidos, que ficou na 11&deg; posição do ranking dos melhores países do mundo, têm os seus problemas: &quot;é o único país do mundo que escreveu no seu documento fundador o princípio da busca pela felicidade, garantindo dessa forma que ele nunca seria satisfeito.&quot; </p>
<p>Realmente muito interessante essa consideração. Um detalhe: o Brasil ficou na 48&deg; posição do ranking, atrás de países como Jamaica, Peru, Costa Rica, Chile e Coréia (15&deg;). Por que será?</p>
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		<title>Brasileiro não gosta de filme brasileiro</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Aug 2010 11:12:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[
O 63&#176; Festival Internacional de Cinema de Locarno está quase terminando. Amanhã saem os resultados dos filmes ganhadores. Porém dentre as várias pessoas que cruzei por aqui, uma delas me ofereceu um interessante bate-papo sobre a situação do cinema brasileiro e que acabou virando entrevista (clique AQUI para ler). 
Rachel Monteiro é assessora internacional do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="" alt="" width="500" src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2010/08/313_1348-rachel-1.jpg" /></p>
<p>O 63&deg; <a target="_blank" href="http://www.pardo.ch/jahia/Jahia/home/lang/en">Festival</a> Internacional de Cinema de Locarno está quase terminando. Amanhã saem os resultados dos filmes ganhadores. Porém dentre as várias pessoas que cruzei por aqui, uma delas me ofereceu um interessante bate-papo sobre a situação do cinema brasileiro e que acabou virando entrevista (clique <a target="_blank" href="http://www.swissinfo.ch/por/cultura/Cinema_brasileiro_se_promove_em_Locarno.html?cid=22665996">AQUI</a> para ler). </p>
<p>Rachel Monteiro é assessora internacional do Programa Cinema do Brasil, o lobby da indústria cinematográfica tupiniquim, um modelo que imita organizações semelhantes em outros países como a Swiss Films ou Unifrance. Assim como muitos outros colegas, ela também vê muitos problemas no setor além da simples falta habitual de recursos. </p>
<p>Em primeiro lugar, apenas dez por cento das salas exibem cinema nacional. E quando isso ocorre, como ela bem lembrou, as obras em cartaz são simples adaptações de programas de TV para o cinema. Já a fraca presença no exterior seria um erro próprio: &quot;O cinema brasileiro ainda sofre da imagem do Cinema Novo, ou seja, um cinema muito engajado politicamente ou direcionado à pobreza&ldquo;, disse Rachel. </p>
<p>Pessoalmente concordo com as suas opiniões, mas acho que o problema vai além dessas questões. O fato é que ninguém obriga as pessoas a irem ao cinema para assistir filmes de Hollywood: é que eles são bons mesmos. Além disso, a indústria cinematográfica do Tio Sam é extremamente profissional no marketing. Um bom produto precisa ser anunciado. É preciso criar uma expectativa em relação a ele. E como a própria Rachel admite, pelo menos um filme brasileiro conseguiu fazer isso nos últimos anos: &quot;Tropa de Elite&quot;. </p>
<p>Questionei uma das chefes do Festival de Cinema de Locarno sobre essa questão. Como a maioria dos seus colegas, Nadia Dresti, chefe do Industry Office, também culpa as novas gerações por não gostarem de filmes de autor e preferirem as produções hollywoodianas. &quot;Essa turma foi criada no videogame&quot;, disse. </p>
<p>Eu acho isso muito simplista. Também gosto do filme de ator, mas existe muita coisa chata produzida por esses meios que se autodenominam &quot;intelectuais&quot;. Talvez o Caetano é que tenha razão: o mundo seria aborrecido sem um Elvis Presley ou também um Steven Spielberg.</p>
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		<title>O Bandido da Luz Vermelha em Locarno</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Aug 2010 18:21:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>

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		<description><![CDATA[A vantagem de manter um blog é poder incluir facilmente vídeos nos meio dos seus textos. Hoje publiquei uma grande reportagem sobre o único filme brasileiro (e latino-americano) a disputar o &#34;Leopardo de Ouro&#34;, mas sem poder mostrar algumas cenas dessa nova obra e o clássico no qual se inspirou. Eu começo a matéria com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A vantagem de manter um blog é poder incluir facilmente vídeos nos meio dos seus textos. Hoje publiquei uma grande reportagem sobre o único filme brasileiro (e latino-americano) a disputar o &quot;Leopardo de Ouro&quot;, mas sem poder mostrar algumas cenas dessa nova obra e o clássico no qual se inspirou. Eu começo a matéria com as seguintes palavras: </p>
<p>&quot;Luz nas trevas &#8211; a volta do Bandido da Luz Vermelha&quot; participa da mostra competitiva no Festival de Cinema de Locarno. Uma família inteira está por trás desse remake de um dos clássicos da cinematografia brasileira. À imprensa, a diretora explica por que o filme pode ser visto como uma vingança pessoal do cineasta <a target="_blank" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rog%C3%A9rio_Sganzerla">Rogério Sganzerla</a> ao chamado cinema da &quot;Boca do Lixo&quot; </p>
<p>Quer ler o resto? Clique <a target="_blank" href="http://www.swissinfo.ch/por/cultura/E_trazer_o_que_tem_de_melhor_no_meu_DNA.html?cid=22376632">AQUI</a>. </p>
<p>Mas não se esqueça de comparar as cenas do remake e do filme original. Não sou crítico de cinema, mas pessoalmente acho muito mais interessante a história do verdadeiro <a target="_blank" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Ac%C3%A1cio_Pereira_da_Costa">Bandido da Luz Vermelha</a> do que a sua transposição para a tela. Fico tentando imaginar como era essa personalidade que lembra um pouco também o legendário Lúcio Flávio. </p>
<p>Aqui está o remake&#8230;&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/QL-RFyj9BXo&amp;hl=en_US&amp;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/QL-RFyj9BXo&amp;hl=en_US&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
<p>E aqui algumas cenas do filme original de 1968, dirigido por Rogério Sganzerla.</p>
<p><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/PgomitfqCzM&amp;hl=en_US&amp;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/PgomitfqCzM&amp;hl=en_US&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
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		<title>VIP eu?</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Aug 2010 18:33:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[
Não, longe disso. Sou simplesmente um dos inúmeros jornalistas presentes no Festival Internacional de Cinema de Locarno. Porem não é difícil se sentir assim, quando se passeia pelas ruas dela belíssima cidade espremida entre as montanhas dos Alpes e um lago de águas cristalinas. 
Ao contrário dos grandes festivais em Berlim, Cannes ou Gramado, aqui [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="" alt="" width="500" src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2010/08/313_1119-vip.jpg " /></p>
<p>Não, longe disso. Sou simplesmente um dos inúmeros jornalistas presentes no Festival Internacional de Cinema de Locarno. Porem não é difícil se sentir assim, quando se passeia pelas ruas dela belíssima cidade espremida entre as montanhas dos Alpes e um lago de águas cristalinas. </p>
<p>Ao contrário dos grandes festivais em Berlim, Cannes ou Gramado, aqui tudo é bem familiar, quase convivial. As pessoas se cumprimentam, as estrelas passam sem serem percebidas pela população e os cinéfilos sonham com seus filmes. E tudo isso se transforma em uma grande festa quando a noite chega e a Grande Piazza, a praça central da cidade, se transforma em uma gigantesca sala de projeção como no filme <a target="_blank" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nuovo_cinema_Paradiso">Cinema Paradiso</a>. </p>
<p>Porém Locarno também recebe muitas personalidades. Dentre elas, o ex-chanceler alemão Gerhard Schröder e pesos-pesados da política e mundo empresarial de várias partes do mundo. Elas se misturam ao povo sem serem percebidas. Muitas estão até mesmo de férias. Eu escrevi uma reportagem sobre esse ambiente tipicamente suíço, ou seja, uma terra sem Vips (clique <a target="_blank" href="http://www.swissinfo.ch/por/cultura/VIPs_e_ecologia_no_Festival_de_Cinema_de_Locarno.html?cid=22138394">AQUI</a> para ler).</p>
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		<title>Um super-pardal para pegar maus motoristas</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Aug 2010 17:29:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[
Alguns amigos no Brasil já me perguntaram se existem pardais na Suíça. Não apenas confirmo, mas também acrescento sempre uma história vivida por mim nesse país.
Era véspera da Semana Santa e eu havia decidido fazer um passeio no belíssimo cantão do Tichino, a parte de língua italiana da Suíça. Quando estava para chegar no túnel [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2010/08/313_913-superpardal.jpg" alt="" width="500" /></p>
<p>Alguns amigos no Brasil já me perguntaram se existem pardais na Suíça. Não apenas confirmo, mas também acrescento sempre uma história vivida por mim nesse país.</p>
<p>Era véspera da Semana Santa e eu havia decidido fazer um passeio no belíssimo cantão do Tichino, a parte de língua italiana da Suíça. Quando estava para chegar no <a href="http://www.gotthard-strassentunnel.ch/index.htm" target="_blank">túnel do Gottardo</a>, passagem obrigatória para entre o norte e o sul dos Alpes, vi que havia um gigantesco engarrafamento. Antes de começar a ficar desesperado, vi que vários motoristas estavam indo para o acostamento e, de marcha à ré, procuravam descer uma das entradas da rodovia.</p>
<p>Com meus botões, pensei que os suíços talvez fossem como os brasileiros, muito &#8220;flexíveis&#8221; para interpretar as leis de trânsito segundo sua comodidade. Para resumir a história: no início dessa entrada da rodovia nos aguardava um carro da polícia do cantão de Uri. O agente da lei só perguntava aos motoristas: &#8211; &#8220;Vocês querem pagar a multa à vista ou com o cartão de crédito?&#8221;. Adivinhem de quanto ela era? 500 francos (836 reais).</p>
<p>Mais tarde encontrei um juiz que me explicou os valores elevados das multas na Suíça. Segundo ele, essa é a única forma de educar o motorista. &#8220;As pessoas só aprendem quando dói no bolso delas.&#8221;</p>
<p>Por isso é que decidi escrever uma reportagem (clique <a href="http://www.swissinfo.ch/por/ciencia_tecnologia/Um_super-radar_para_pegar_os_maus_motoristas.html?cid=20668324" target="_blank">AQUI</a> para ler) sobre uma novidade nas ruas e cruzamentos do país: um super-radar capaz de controlar 22 veículos ao mesmo tempo e verificar onze tipos diferentes de delitos no tráfego.</p>
<p>Lançada por uma empresa helvética, essa máquina foi noticiada por jornais em varias partes do mundo. <a href="http://www.swissinfo.ch/por/ciencia_tecnologia/Um_super-radar_para_pegar_os_maus_motoristas.html?cid=20668324" target="_blank">Leia o artigo</a> para descobrir por que ela se tornará no pesadelo dos&#8230; maus motoristas. Eu só posso dizer que aprendi com as multas que já recebi, bem ou mal.</p>
<p>P.S: A leitora Cristina Pyper escreveu-me para dizer que não havia compreendido bem a situação descrita no texto acima. Ela tem razão. Na velocidade escrever, não dei as conexões certas para a situação. Em primeiro lugar, congestionamentos são comuns no túnel do Gottardo, já que ele tem apenas duas pistas, nas quais os veículos trafegam em dois sentidos. Quanto maior a vazão de carros, mais os motoristas têm de esperar na boca do túnel para poder entrar.</p>
<p>Quanto à multa, de fato cometi um erro gravíssimo ao andar de marcha a ré com o carro no acostamento da rodovia. Ele só deve ser utilizado em casos de emergência. O policial argumentou que eu, e os vários outros condutores, havíamos cometido uma infração grave de trânsito. Por isso é que a multa ficou tão elevada. </p>
<p>Valeu Cristina!</p>
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		<title>Arco-íris na janela de casa</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Aug 2010 06:02:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[Outro dia desses, acordei triste ao ver o céu encoberto. Como todos os suíços, também adotei o hábito de colocar entre as minhas preocupações diárias estudos aprofundados da previsão do tempo. Para isso a televisão oferece inúmeros programas, dos quais alguns até com apresentadores engraçados. Eles conseguem até fazer piada com a desgraça, ao recomendar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia desses, acordei triste ao ver o céu encoberto. Como todos os suíços, também adotei o hábito de colocar entre as minhas preocupações diárias estudos aprofundados da previsão do tempo. Para isso a televisão oferece inúmeros programas, dos quais alguns até com apresentadores engraçados. Eles conseguem até fazer piada com a desgraça, ao recomendar aos telespectadores preparar suas galochas e capas de chuva para mais um bom final de semana&#8230;no verão. </p>
<p>Este ano não está para banhistas. Esperei meses para poder inaugurar minhas sandálias havaianas compradas recentemente no Rio e elas estão cheirando à borracha fresca. Porém um dia nublado também pode ter seu charme, sobretudo quando estou sentado no meu apartamento em Berna, cuja espetacular vista dá para o vale do rio Aare e um dos seus bairros mais verdes, a Länggasse. </p>
<p>Da janela descubro no horizonte um grande arco-íris cortando o céu ao meio. Não era a primeira vez que via esse bonito fenômeno da natureza, mas com tanta intensidade era algo inédito para mim.</p>
<p><img width="500" alt="" src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2010/08/313_650-arcoiris-1.jpg" /></p>
<p>Na Wikipédia encontrei a seguinte descrição para o arco-íris: &quot;Cristianismo, islamismo e judaísmo dizem que o arco-íris foi intitulado por Deus &quot;arco da aliança&quot;, pois logo após o Dilúvio quando a Arca de Noé pousou sobre o Monte Ararat Deus prometeu que nunca mais iria inundar a Terra e depois de cada chuva seu arco apareceria nas nuvens e este seria o símbolo do pacto estabelecido entre Deus e toda carne vivente de toda espécie que está sobre a terra e por todas as gerações futuras&#8230;&quot; </p>
<p>Só não encontrei uma explicação para aquela antiga lenda, na qual uma panela cheia de ouro está no início de cada arco-íris. Ou era no final?</p>
<p><img width="500" alt="" src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2010/08/313_650-arcoiris-2.jpg" /></p>
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		<title>Cenas do cotidiano em Zurique</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Aug 2010 09:17:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divertido]]></category>

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Ontem estava em Zurique para fazer uma entrevista e me deparei com uma cena um tanto prosaica: um grande outdoor pregado em uma parede da principal estação de trem da cidade com um boneco pendurado nele como o Homem-Aranha. 
Assim como dezenas de pessoas, nesse lugar geralmente tão movimentado, também tive de parar para tentar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" width="500" src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2010/08/313_652-comercial-insolito.jpg " /></p>
<p>Ontem estava em Zurique para fazer uma entrevista e me deparei com uma cena um tanto prosaica: um grande outdoor pregado em uma parede da principal estação de trem da cidade com um boneco pendurado nele como o Homem-Aranha. </p>
<p>Assim como dezenas de pessoas, nesse lugar geralmente tão movimentado, também tive de parar para tentar compreender a situação. O boneco traja o uniforme de gari e segura na mão o cano de um aspirador de pó. E detalhe: o aparelho funciona de verdade, fazendo um barulho ensurdecedor. </p>
<p>Ao ler as inscrições no cartaz, percebi que era uma propaganda de uma grande multinacional alemã para falar de uma nova linha de eletrodomésticos mais econômicos. Depois de rir da cena, pensei como as empresas precisam hoje em dia se esforçar para captar a atenção dos consumidores. Em um mundo repleto de banners, comerciais, jingles, cartazes, folhetos, anúncios, impressões e cores, nossa cabeça (pelo menos a minha) bloqueia tudo o que é trivial. </p>
<p>Será que as empresas vão investir agora nesse estilo de marketing? Acho que sim. Na mesma estação de trem já deparei com uma cama e uma mulher belíssima dormindo nela. Outro atendente convidava os curiosos para compartilhar com a moça o bonito colchão. Era uma campanha da Companhia Alemã de Trens para promover&#8230;vagões-leitos. </p>
<p>No Brasil essa campanha não teria dado certo&#8230;</p>
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		<title>Entrevistando Tom Jobim e João Havelange</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Aug 2010 16:17:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[
Calma gente, eu não comecei a psicografar personalidades no além! Trata-se do site de comemoração dos 75 anos da Rádio Suíça Internacional, modernizada há poucos anos para se tornar &#34;swissinfo&#34;. Clique na foto para entrar nele&#8230;
Meus colegas fizeram uma grande pesquisa nos arquivos e descobriram algumas preciosidades espantosas. Por exemplo, uma entrevista com o Tom [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.swissinfo.ch/por/Especiais/75_Aniversario.html?cid=18407240" target="_blank"><img src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2010/08/313_553-swissinfo75.jpg" alt="" /></a></p>
<p>Calma gente, eu não comecei a psicografar personalidades no além! Trata-se do <a href="http://www.swissinfo.ch/por/Especiais/75_Aniversario.html?cid=18407240" target="_blank">site</a> de comemoração dos 75 anos da Rádio Suíça Internacional, modernizada há poucos anos para se tornar &quot;swissinfo&quot;. Clique na foto para entrar nele&#8230;</p>
<p>Meus colegas fizeram uma grande pesquisa nos arquivos e descobriram algumas preciosidades espantosas. Por exemplo, uma entrevista com o Tom Jobim em 1968, quando ele provavelmente se apresentava na Suíça. Também o João Havelange, pede a palavra depois de 24 anos na direção da FIFA para falar ao repórter sobre a globalização e o futuro do futebol. Outras entrevistas históricas foram feitas com o professor Paulo Freire, a bailarina Márcia Haydée e até a Elis Regina, durante uma pausa na sua apresentação em Montreux.</p>
<p>O site também é um grande baú de surpresas para lembrar por que o serviço suíço de ondas curtas foi criado em 1935. A resposta: levar a todas as partes do mundo as notícias do país dos Alpes, não apenas para os suíços do estrangeiro, mas também a todas as pessoas interessadas. Lembro que nessa época o mundo vivia sob o medo da guerra e a ameaça trazida por regimes não democráticos em vários países do mundo como o nacional-socialismo, o fascismo e o comunismo.</p>
<p>O português foi introduzido em 1941. Dolores Ferrero foi a primeira profissional contratada pela Rádio Suíça Internacional. Em 1995 ela foi entrevistada por nossos colegas para contar como era viver nesse período em que metade da Europa estava ocupada pelas tropas nazistas e a Suíça era uma pequena ilha de liberdade, cujos cidadãos viviam em permanente estado de sítio. Quando Hitler iria invadir o país?</p>
<p>Hoje em dia a Rádio Suíça Internacional não transmite mais. Ha pouco mais de dez anos ela foi substituída pela <a href="http://www.swissinfo.ch/por/index.html" target="_blank">swissinfo</a>, uma plataforma multimídia na internet. Ela nos permite não apenas publicar reportagens, mas exibir imagens, vídeos e até um pouco de rádio, através de podcasts. Porem revelo aos leitores do blog que, até hoje, recebemos inúmeras cartas de ouvintes, nos elogiando pelos programas&#8230;de rádio. São realmente fãs no Brasil, África e Portugal. Acho emocionante isso!</p>
<p>Então sugiro a todos dar uma olhada no site dos 75 anos da Radio Suíça Internacional/swissinfo&#8230;Clique <a href="http://www.swissinfo.ch/por/Especiais/75_Aniversario.html?cid=18407240" target="_blank">AQUI</a>.</p>
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