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	<title>Alexander Thoele, a Brazilian journalist - privat website</title>
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	<description>athoele - site do jornalista Alexander Thoele sobre a Suíça e outros temas</description>
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		<title>Estamos todos no iPad</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Dec 2010 16:28:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[O iPad é uma febre. Confesso que estou há vários meses paquerando esse aparelho nas lojas especializadas. A sensação de navegar através da web com o movimento dos dedos é algo indescritível. Sinto-me como no dia em que ganhei meu primeiro computador, um CP-500 fabricado pela finada Prológica. Na época tinha a impressão de estar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="" alt="" width="500" src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2010/12/313_1639-ipad-1.jpg " /></p>
<p>O iPad é uma febre. Confesso que estou há vários meses paquerando esse aparelho nas lojas especializadas. A sensação de navegar através da web com o movimento dos dedos é algo indescritível. Sinto-me como no dia em que ganhei meu primeiro computador, um <a target="_blank" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/CP_500">CP-500</a> fabricado pela finada Prológica. Na época tinha a impressão de estar entrando em um mundo completamente diferente, muito mais vasto e fascinante. </p>
<p>Porém o iPad tem um preço salgado. Na Suíça, sua versão mais barata (16 GB &#8211; iPad com Wi-Fi) sai por 649 francos. Fazendo a conversão o valor é de 1.139 reais, o que é bem mais barato do que o mesmo modelo no Brasil: 1.649 reais. </p>
<p>Por enquanto, tenho duas razões para não comprar o aparelho: em primeiro lugar, estou seguro que um iPad cairia não apenas uma vez das minhas mãos no chão. Sou uma pessoa muito distraída e, por tanto, preciso de coisas bem robustas. A segunda razão é o sistema fechado da Apple, que recusa Flash e obriga a transferência de dados através de um programa proprietário (o iTunes). Mas talvez eu acabe cedendo às tentações da &quot;sereia&quot;. </p>
<p>O mais importante do iPad é a revolução que traz para o mundo da mídia. Hoje fui informado que dois conhecidos jornalistas brasileiros irão lançar em 2011 uma <a target="_blank" href="http://portalimprensa.uol.com.br/portal/ultimas_noticias/2010/12/13/imprensa39834.shtml">plataforma brasileira</a> voltada inteiramente para notícias no iPad. </p>
<p>Além disso, o meu empregador, a plataforma multimídia e multilíngua de informações da Suíça, a swissinfo.ch, também acaba de lançar o <a target="_blank" href="http://www.swissinfo.ch/por/services/ipad.html?cid=28945550">seu próprio aplicativo para o iPad</a>, cuja tradução em português é de minha autoria. Então fazendo propaganda em causa própria, recomendo aos proprietários de um desses aparelhos baixarem. O vídeo abaixo explica o que estamos oferecendo&#8230;</p>
<p><object width="500" height="390"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/nUH0r6VHUS4&#038;hl=en_GB&#038;feature=player_embedded&#038;version=3"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowScriptAccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/nUH0r6VHUS4&#038;hl=en_GB&#038;feature=player_embedded&#038;version=3" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="500" height="390"></embed></object></p>
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		<title>Mãe aos 64 anos, uma polêmica na Suíça</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Dec 2010 15:17:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[A notícia não é tão nova, mas continua surpreendendo muita gente por aqui. Dominique C., 64 anos, apresentou há uma semana sua filha de quatro meses e meio à imprensa. O milagre da mãe mais idosa da Suíça pode ser explicado pela ciência e uma certa brecha legal. Ela e seu marido, os dois suíços, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="" alt="" width="495" height="275" src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2010/12/313_1427-foto-2.jpg " /></p>
<p>A <a target="_blank" href="http://blog.tagesanzeiger.ch/mamablog/index.php/14157/kinder-oder-kreuzfahrt-fur-senioren/">notícia</a> não é tão nova, mas continua surpreendendo muita gente por aqui. Dominique C., 64 anos, apresentou há uma semana sua filha de quatro meses e meio à imprensa. O milagre da mãe mais idosa da Suíça pode ser explicado pela ciência e uma certa brecha legal. </p>
<p>Ela e seu marido, os dois suíços, decidiram na casa dos sessenta anos terem um filho. Para dedicar-se integralmente a essa empreitada, Dominique aposentou-se precocemente e começou a procurar ajuda externa. Um médico italiano lhe informou que não podia produzir óvulos, mas que o receberia um de uma doadora. </p>
<p>Como na Suíça esse tipo de operação &#8211; a <a target="_blank" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/In_vitro">fertilização in vitro</a> &#8211; é proibida, e também na Itália, o médico recomendou ao casal tentar sua sorte na Rússia. Lá ninguém perguntou a idade da futura mamãe. Depois de um primeiro aborto, Dominique C. finalmente conseguiu dar luz à sua filha, já batizada de Katherine. À imprensa ela explicou: &quot;Quando você tem um desejo muito profundo dentro de si, é preciso realizá-lo&quot;. </p>
<p>Agora os dois pretendem dedicar-se inteiramente à filha. </p>
<p>Para a imprensa helvética, essa decisão é vista como polêmica. Por um lado, os críticos lembram que os pais terão mais de setenta anos quando a criança entrar na escola e oitenta, quando começar os estudos. Além disso, como a Katherine irá crescer sabendo que seus pais dedicam integralmente seu tempo e paixões a ela? Isso sem falar na fragilidade normal dos idosos e os cuidados intensivos exigidos pelas crianças e adolescentes. </p>
<p>Já um famoso blog na Suíça, o &quot;Blog da mamãe&quot;, <a target="_blank" href="http://blog.tagesanzeiger.ch/mamablog/index.php/14157/kinder-oder-kreuzfahrt-fur-senioren/">defende a mãe</a> lembrando-se de teorias feministas: &quot;Enquanto a sociedade festeja os velhos pais dando-lhes charutos, ela critica as mães &#8216;idosas&#8217; de terem intenções egoístas no seu desejo de maternidade&quot;. </p>
<p>Esse é realmente um debate ético muito interessante. </p>
<p>Voltando a temas mais mundanos, gostaria de explicar os leitores porque estive tanto tempo ausente deste espaço. Na foto abaixo está o autor no final de uma viagem de reportagem à Portugal, onde entrevistei uma série de ex-migrantes portugueses na Suíça que decidiram retornar à terrinha. Em breve irei publicar a primeira delas&#8230; </p>
<p>A experiência mais positiva da minha primeira viagem à Portugal foi descobrir que os jornais portugueses estão realmente aplicando o novo acordo ortográfico.&nbsp;</p>
<p><img class="" alt="" width="500" src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2010/12/313_1427-foto-1.jpg " /></p>
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		<title>Entrevistando um informante do Wikileaks</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Dec 2010 20:52:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Wikileaks está por todos os lados. Como os leitores têm acompanhado pela imprensa, agora o famoso site de informantes decidiu publicar ainda mais documentos apesar de estar sob o fogo cerrado de muitos países. Depois de ter sido banido dos servidores do portal Amazon, o site deve ser ejetado em breve do seu abrigo virtual [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2010/12/313_326-wileaks.jpg" alt="" width="500" /></p>
<p>Wikileaks está por todos os lados. Como os leitores têm acompanhado pela imprensa, agora o famoso site de informantes decidiu publicar ainda mais documentos apesar de estar sob o fogo cerrado de muitos países.</p>
<p>Depois de ter sido banido dos servidores do portal Amazon, o site deve ser ejetado em breve do seu abrigo virtual na França. O Wikileaks reagiu mudando o site para um domínio suíço, Wikileaks.ch, além de pedir apoio de ativistas. Duas companhias hospedam o nome do domínio suíço do site, uma delas no país do croissant.</p>
<p>Nas últimas horas surgiram novos documentos no site, dos quais muitos até revelam fatos ocorridos no Brasil.</p>
<p>Aproveitando o grande hype em torno de Wikileaks, entrevistei (clique <a href="http://www.swissinfo.ch/por/sociedade/A_sociedade_precisa_de_informantes.html?cid=28877086" target="_blank">AQUI</a> para ler) um dos informantes do site, um ex-banqueiro suíço. Seu caso fez com que o site já fosse fechado uma vez nos Estados Unidos, o que o tornou realmente conhecido em todo o mundo.</p>
<p>O interessante é que Rudolf Elmer alerta para as deficiências do Wikileaks, ou seja, as carências de pessoal, não apenas em número, mas também em qualificação, para selecionar o material vazado. Essa deficiência pode ser até mortal para algumas pessoas envolvidas. Por outro lado, esse suíço acredita que o papel de informantes também é importante na defesa da liberdade de imprensa. Ao leitor de tomar suas conclusões. <a href="http://www.swissinfo.ch/por/sociedade/A_sociedade_precisa_de_informantes.html?cid=28877086" target="_blank">Leia a entrevista&#8230;.</a></p>
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		<title>Um dia de inverno na Suíça &#8211; fotonovela</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Dec 2010 17:29:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[Caros leitores. Estive desaparecido nas últimas semanas devido ao excesso de trabalho, algo comum nesses dias antes dos feriados natalinos. Amanhã falarei no blog sobre a entrevista realizada por mim com um informante suíço do Wikileaks. Seu caso tornou há alguns anos mundialmente conhecido esse site, cuja popularidade explodiu nos últimos meses devido às últimas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caros leitores. Estive desaparecido nas últimas semanas devido ao excesso de trabalho, algo comum nesses dias antes dos feriados natalinos. Amanhã falarei no blog sobre a entrevista realizada por mim com um informante suíço do Wikileaks. Seu caso tornou há alguns anos mundialmente conhecido esse site, cuja popularidade explodiu nos últimos meses devido às últimas revelações. </p>
<p>Voltando aos assuntos do cotidiano no país dos Alpes, vocês talvez já tenham lido no O Globo que a Europa está sob um manto de neve. Pessoalmente, nunca sofri tanto com o frio como nesse início de dezembro. </p>
<p>Para os que têm nostalgia de cenários de Papai Noel, gostaria de contar como é o cotidiano em uma cidade depois de fortes precipitações de neve. Ao contrário dos cartões postais, coisas simples do cotidiano como chegar ao trabalho se transformam em uma verdadeira aventura. Conto a história em formato de fotonovela.</p>
<p><img class="" alt="" width="500" src=" http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2010/12/313_228-inverno-1.jpg " /></p>
<p>Desista de pegar o carro em dia de neve. Só de tirá-la dele já é um trabalho de pedreiro. Embaixo do manto branco se forma uma camada de gelo, que só sai depois de raspar com muita energia. Em cinco minutos as mãos já estão quase congeladas. Solução: procurar a bicicleta&#8230;</p>
<p><img class="" alt="" width="500" src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2010/12/313_228-inverno-2.jpg " /></p>
<p>Desista também. Além de a neve estar cobrindo a bicicleta, o cadeado está congelado. Um colega deu uma dica estranha: fazer xixi em cima dele&#8230;</p>
<p><img class="" alt="" width="500" src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2010/12/313_228-inverno-3.jpg " /></p>
<p>A prefeitura de Berna coloca homens nas ruas para limpar as calçadas. A neve em si não é o problema. O perigo é o gelo que se forma depois. A superfície está mais deslizante do que pau-de-sebo&#8230;</p>
<p><img class="" alt="" width="500" src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2010/12/313_228-inverno-4.jpg " /></p>
<p>Vassouras disponibilizada às crianças no jardim de infância para que elas tirem a neve das botinas.</p>
<p><img class="" alt="" width="500" src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2010/12/313_229-inverno-5.jpg " /></p>
<p>O gelo perigosíssimo no chão. Eu já cai várias vezes neles. Nessa época do ano, explodem o número de acidentes graves como fissuras de osso, costelas quebradas e outros&#8230;</p>
<p><img class="" alt="" width="500" src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2010/12/313_229-inverno-6.jpg " /></p>
<p>Um caminhão especial para raspar o gelo e a neve das ruas. Pois senão, nem os bondes e ônibus conseguem passar&#8230;</p>
<p><img class="" alt="" width="500" src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2010/12/313_229-inverno-7.jpg " /></p>
<p>Depois de uma hora consegui chegar no trabalho. Em dias normais, preciso só de dez minutos com a bicicleta&#8230;</p>
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		<title>Comer ou morrer com cogumelos na Suíça</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Nov 2010 11:40:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[Confesso minha ignorância! Quando vivia no Brasil, cogumelo para mim era &#34;champignon&#34; enlatado que comprava nos supermercados para colocar no strogonoff. O prato ficava uma delícia, ainda mais com batata palha, e nem me preocupava com riscos para a saúde (a não ser se me excedesse na cerveja). Porém na Europa a situação mudou completamente, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Confesso minha ignorância! Quando vivia no Brasil, cogumelo para mim era &quot;champignon&quot; enlatado que comprava nos supermercados para colocar no strogonoff. O prato ficava uma delícia, ainda mais com batata palha, e nem me preocupava com riscos para a saúde (a não ser se me excedesse na cerveja). </p>
<p>Porém na Europa a situação mudou completamente, pelo menos para mim. Quando cheguei, percebi que muitas pessoas iam às florestas no início do outono para procurar cogumelos. Muitos deles também costumam ser vendidos nos supermercados nessa época do ano como shiitake, chanterelles, cogumelo branco, cogumelo marrom ou shimeji-preto. Eles se tornam então ingredientes em pratos refinadíssimos. </p>
<p>Foi então que pensei em ir às florestas também para catar cogumelos. Porém&#8230;alerta máximo: essa atividade esconde riscos terríveis, sobretudo se o caçador confunde os tipos de cogumelo e colhe os falsos. </p>
<p>Um deles é a cicuta verde (<a target="_blank" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Amanita_phalloides">Amanita phalloides</a>), um dos mais venenosos. Wikipédia explica a sua periculosidade: &quot;&#8230;A toxicidade tem origem em três tipos de toxinas presentes nesta espécie: falotoxinas, virotoxinas e amatoxinas, em particular a alfa-amanitina, que é responsável pela maioria dos danos provocados. Estas toxinas atacam o fígado e rins e provocam muitos danos, frequentemente irreversíveis, antes do aparecimento dos primeiros sintomas. O único tratamento possível na maioria dos casos é um transplante de fígado. Calcula-se que apenas 50g de Amanita phalloides sejam suficientes para provocar a morte de um ser humano adulto, e que a espécie seja responsável por 90% dos envenenamentos por cogumelos anuais. A maioria das mortes resulta das semelhanças notáveis da Amanita phalloides com o Volvariella volvacea, um cogumelo inofensivo, comestível e muito saboroso que é apreciado como petisco gastronômico&#8230;&quot; </p>
<p>Em 2010, até o início de novembro, funcionários do Centro Suíço de Informações Toxicológicas já tinham tratado de 519 casos de envenenamento. A metade dessas pessoas teve de ser hospitalizada. Como um especialista explica, o verão foi quente e úmido, condições ideais para o desenvolvimento de cogumelos. </p>
<p>Pois é, acho que vou retornar aos cogumelos de lata&#8230;&nbsp;</p>
<p>Abaixo alguns dos cogumelos comestíveis e os perigosos:</p>
<p><img class="" alt="" width="500" src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2010/11/313_175-steinpilz.jpg " /></p>
<p>O boleto (acima) é muito gostoso, apesar de amargo&#8230;</p>
<p><img class="" alt="" width="500" src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2010/11/313_175-satansrohrling-019.jpg " /></p>
<p>Já o boleto de satanás (Boletus satanas) causa fortes irritações no estômago e intestino&#8230;</p>
<p><img class="" alt="" width="500" src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2010/11/313_174-Knollenblaetterpilze.jpg " /></p>
<p>E esse é o mais perigoso de todos, a famosa&nbsp;cicuta verde (Amanita phalloides).</p>
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		<title>Conversando com Federer sobre chocolate</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Nov 2010 17:08:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>

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		<description><![CDATA[Olha eu aí, fazendo a minha própria barra de chocolate em um grande evento organizado ontem pela Lindt, uma das marcas mais célebres da Suíça. Ao meu lado, um mestre-chocolateiro, que dava dicas de como &#34;incrementar&#34; o produto com raspas de laranja, avelãs caramelizadas ou framboesas secas. Em uma reportagem (clique AQUI para ler), conto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="" alt="" width="500" src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2010/11/313_1753-chocolates.jpg " /></p>
<p>Olha eu aí, fazendo a minha própria barra de chocolate em um grande evento organizado ontem pela Lindt, uma das marcas mais célebres da Suíça. Ao meu lado, um mestre-chocolateiro, que dava dicas de como &quot;incrementar&quot; o produto com raspas de laranja, avelãs caramelizadas ou framboesas secas. </p>
<p>Em uma reportagem (clique <a target="_blank" href="http://www.swissinfo.ch/por/Especiais/Roger_Federer/Noticias/Fazendo_chocolate_Lindt_com_Roger_Federer_.html?cid=28800156">AQUI</a> para ler), conto tudo sobre a produção de chocolate nessa fábrica localizada às margens do lago de Zurique e também meu encontro com Roger Federer, que há um ano é garoto-propaganda da Lindt e também um chocólatra inveterado, como revelou aos jornalistas presentes. </p>
<p>Esse grande tenista comentou também o comercial de TV, produzido nos últimos meses pelo fabricante suíço de chocolate. Nele, Federer está em um aeroporto e passa pelos controles de segurança, quando então um alarme soa e revela o conteúdo da sua bolsa: inúmeras bolas. Querem saber de que? Cliquem no vídeo abaixo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><object width="500" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/NChuiwwpr6Q?fs=1&amp;hl=en_US"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/NChuiwwpr6Q?fs=1&amp;hl=en_US" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="500" height="385"></embed></object></p>
<p>A agora, para deliciar a todos os que compartilham da paixão pelo chocolate, um vídeo oficial da <a target="_blank" href="http://www.lindt.com">Lindt</a>. Eu juro a vocês que não estou sendo pago para fazer publicidade da empresa, mas é que existem produtos que são realmente irresistíveis e simpáticos, sobretudo para os que já experimentaram o verdadeiro chocolate suíço. Aproveitem!</p>
<p><object width="500" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/B_wVrYhoe2s?fs=1&amp;hl=en_US"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/B_wVrYhoe2s?fs=1&amp;hl=en_US" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="500" height="385"></embed></object></p>
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		<title>Zurique tem os táxis mais caros do mundo</title>
		<link>http://www.athoele.com/blogpress/?p=1145</link>
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		<pubDate>Mon, 15 Nov 2010 16:31:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[Essa notícia descobri hoje em um jornal suíço. Segundo um estudo feito pelo serviço comparativo Prise of Travel, o táxi mais caro no mundo roda nas ruas de Zurique. Nela, uma viagem de apenas três quilômetros pode custar entre 18 e 24 dólares aos bolsos do passageiro. Também não é à toa: somente para entrar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="" alt="" width="500" src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2010/11/313_1515-taxi-zurique.jpg " /></p>
<p>Essa notícia descobri hoje em um jornal suíço. Segundo um estudo feito pelo serviço comparativo Prise of Travel, o táxi mais caro no mundo roda nas ruas de Zurique. Nela, uma viagem de apenas três quilômetros pode custar entre 18 e 24 dólares aos bolsos do passageiro. Também não é à toa: somente para entrar no veículo, a pessoa já está pagando 6 francos (6,1 dólares); cada quilômetro custa 3,80 francos e, se houver engarrafamento, o taxímetro pula acrescenta mais 69 francos por hora&#8230; </p>
<p>Eu concordo que uma viagem de táxi em Zurique, assim como em várias capitais europeias (ao norte), oferece mais conforto do que seus congêneres no Rio de Janeiro. Em primeiro lugar, não há bandalha. Depois os veículos são geralmente modelos do ano da Mercedes-Benz, muitas vezes até as limusines mais caras como as da série S. Os motoristas são educados, falam diversos idiomas e muitas vezes podem até dar explicações históricas sobre as cidades, sobretudo quando são estudantes universitários. </p>
<p>Na tabelinha abaixo, descobri que os táxis no Rio de Janeiro ainda estão bem baratos. Apesar de alguns riscos na praça (bandalha, assaltos e pilotos-suicidas), também sempre gostei de conversar com os motoristas. Acho que não existe nenhum motorista mais disposto a bater papo do que o carioca. E muitas vezes a gente nem precisa iniciar a conversa, pois o comentário seguido da pergunta já vem segundos depois de bater a porta e dar o endereço visado&#8230; </p>
<p>
Cidade &#8211; Preço (custo de uma viagem de três quilômetros com bom e mau trânsito. Preços em dólares) </p>
<p><strong>Zurique, Suíça 18.18 &ndash; 24.24</strong> <br />
Oslo, Noruega 17.12 &ndash; 22.26 <br />
Mônaco 15.28 &ndash; 19.44 <br />
Helsinki, Finlândia 13.89 &ndash; 19.44 <br />
Amsterdam, Holanda 13.47 <br />
Tóquio, Japão 13.03 &ndash; 16.13 <br />
Londres, Inglaterra 11.29 &ndash; 14.52 <br />
Roma, Itália 11.11 &ndash; 13.89 <br />
Berlim, Alemanha 11.11 &ndash; 15.28 <br />
Sidney, Austrália 10.00 &ndash; 13.00 <br />
Paris, França 8.33 &ndash; 13.89 <br />
Nova Iorque, EUA 7.00 &ndash; 12.00 <br />
Madrid, Espanha 6.94 &ndash; 9.72 <br />
Budapeste, Hungria 5.70 &ndash; 8.29 <br />
Moscou, Rússia 3.74 &ndash; 5.52 <br />
<strong>Rio de Janeiro, Brasil 3.53 &ndash; 5.88</strong> <br />
Cingapura 3.10 &ndash; 6.20 <br />
Pequim, China 1.50 &ndash; 2.99 <br />
Cidade do México, México 1.22 &ndash; 2.03 <br />
Cairo, Egito 1.04 &ndash; 1.73 <br />
Nova Déli, Índia 0.90 &ndash; 1.58</p>
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		<title>38 anos, casada, filhos e garota de capa</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Nov 2010 15:53:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[O Blick, um dos jornais de maior circulação da Suíça, já havia abandonado essa prática, mas depois mudou de ideia. E não é à toa: o que pode atrair mais leitores (especialmente os masculinos) do que uma bela mulher na capa? Eu mesmo fico curioso da saber quem foi a escolhida, mas sem precisar comprar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="" alt="" width="500" src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2010/11/313_1130-foto.jpg " /></p>
<p>O Blick, um dos jornais de maior circulação da Suíça, já havia abandonado essa prática, mas depois mudou de ideia. E não é à toa: o que pode atrair mais leitores (especialmente os masculinos) do que uma bela mulher na capa? Eu mesmo fico curioso da saber quem foi a escolhida, mas sem precisar comprar um número, pois o site já informa tudo. </p>
<p>A ideia foi aperfeiçoada e é hoje um sucesso. Hoje o Blick apresenta todos os dias uma nova mulher. A diferença é que elas se apresentam voluntariamente (ganham apenas uma gorjeta por isso) e são pessoas absolutamente normais. Da estudante, passando pela executiva, modelo ou até mesmo donas-de-casa: todas podem um dia aparecer nesse local de destaque do jornal. A prova de que não há preconceito são as mais diferentes idades das selecionadas dentre as centenas de pessoas que enviam suas candidaturas. </p>
<p>Hoje foi apresentada a <a target="_blank" href="http://www.blick.ch/life/stardestages/ruth-ist-blick-girl-des-jahres-160428">Blick-Girl 2010, a garota do ano</a>. Bem no estilo suíço, ela foi escolhida pelo leitor em plebiscito popular. Milhares deram o seu voto. A vencedora foi uma mulher de 38 anos, a mais &quot;velha&quot; das 268 retratadas entre outubro de 2009 e setembro de 2010. </p>
<p>A suíça é mãe de um garoto de seis anos, cabeleireira de profissão e está muito feliz com o seu prêmio: um Mazda MX-5 Sport, um carro esportivo conversível. Seu marido declarou aos jornalistas estar muito orgulhoso da sua esposa. &quot;Eu sempre acreditei nela e dava força para ela participar do concurso&quot;, disse. </p>
<p>Além do carro, ela ganha também uma viagem ao sul da Europa, onde será fotografada por um profissional, e também um ano de entrada grátis nos maiores concertos da Suíça. </p>
<p>Obviamente muitos leitores do blog se perguntam: mas não haveria mulheres mais bonitas no páreo? Gosto não se discute, mas foi o público do Blick que escolheu. Eu pessoalmente fiquei bastante feliz, pois estou convencido que a beleza das mulheres não termina aos vinte anos. E o Brasil é um país, onde os conceitos estéticos parecem só valer para as jovens gerações. </p>
<p>Sugiro aos jornais populares do Brasil criar algo parecido. E por que não o homem da capa? Apesar da minha barriguinha de cerveja, acho que até me apresentaria&#8230;</p>
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		<title>Uma oferta divina de emprego na Suíça</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Nov 2010 14:39:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem não quer trabalhar na Suíça? Sobretudo em um lugar paradisíaco, com vista às montanhas, próximo a um lago alpino, sem trânsito ou poluição. O trabalho em si é também bastante atraente. Ele garante pouco estresse e nenhuma competição. O Chefe está sempre de olho, mas nunca aparece e sempre perdoa os erros. Não estou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="" alt="" width="500" src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2010/11/313_938-mosteiro.jpg " /></p>
<p>Quem não quer trabalhar na Suíça? Sobretudo em um lugar paradisíaco, com vista às montanhas, próximo a um lago alpino, sem trânsito ou poluição. </p>
<p>O trabalho em si é também bastante atraente. Ele garante pouco estresse e nenhuma competição. O Chefe está sempre de olho, mas nunca aparece e sempre perdoa os erros. Não estou falando do céu, mas estamos quase lá. </p>
<p>Calma gente! Não se apressem em me enviar currículos, pois não sou intermediário ou head-hunter. Trata-se apenas de <a target="_blank" href="http://www.kapuziner.ch/upload/20101105232751.pdf">um anúncio</a> que encontrei há pouco tempo no jornal de empregos para executivos Alpha.ch. Nele, os <a target="_blank" href="http://www.kapuziner.ch/">Capuchinhos da Suíça</a> procuram novos colegas para essa ordem franciscana reformada com 500 anos de existência. O texto é encantador: </p>
<p>&quot;&#8230;Procuramos mecânicos, marceneiros, jardineiros, enfermeiros, catequistas, banqueiros, vendedores, juristas, teólogos, especialistas em comunicação interessados em se tornar irmão capuchinho. A ocupação é de 100%&#8230;&quot; </p>
<p>Depois li que o interessado deve ser capaz de exercer todas essas funções acima descritas, ter entre 22 e 35 anos, ser católico, competente socialmente, criativo e também capaz de abdicar de algo mundano como dinheiro. Sim, pois o salário prometido é de ZERO francos. Em troca, o candidato a capuchinho recebe o privilégio de estar em um lugar com muita espiritualidade, reza contemplação e uma forma de vida igualitária em comunidade. </p>
<p>Ao pesquisar para entender essa forma pouco usual de encontrar companheiros de fé, descobri que a ordem vive uma crise sem precedentes. Hoje são apenas 200 capuchinhos para cuidar de uma dezena de mosteiros e outros lugares religiosos espalhados pelo país. Muitos deles poderão ser fechados. Um exemplo é o belo mosteiro de Stans na foto acima, comprado em 2004 pelo governo local para abrigar empresas do setor de biotecnologia. </p>
<p>Entrevistado pelo jornal Tagesanzeiger, o porta-voz dos capuchinhos suíços, Willi Anderau, explicou o motivo da ação: &quot;Nosso grupo está muito idoso e praticamente não temos mais novas entradas. Vivemos uma grande penúria de pessoal. Portanto, a ideia do anúncio é apenas lógica&quot;, explicou. </p>
<p>Eu não verifiquei se o candidato a capuchinho precisa ser suíço ou ter um passaporte da União Europeia (como se exige hoje em dia a um estrangeiro que quer trabalhar e viver na Suíça), mas em todo caso, qualquer contato pode ser feito por telefone ou internet. É só clicar no <a target="_blank" href="http://www.kapuziner.ch/upload/20101105232751.pdf">anúncio</a>&#8230;</p>
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		<title>Internatos suíços são os mais caros do mundo</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Nov 2010 19:50:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Anuidades de 120 mil francos (206 mil reais): esse é o custo médio dos melhores internatos da Suíça, os melhores e mais caros do mundo como informou a agência de notícias Bloomberg. O mais caro de todos é o &#34;Le Rosey&#34;, com filiais nos vilarejos alpinos de Rolle e Gstaad. Curioso por essa fama, decidi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="" alt="" width="500" src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2010/11/313_117-boa-escola.jpg " /></p>
<p>Anuidades de 120 mil francos (206 mil reais): esse é o custo médio dos melhores internatos da Suíça, os melhores e mais caros do mundo como informou a agência de notícias Bloomberg. O mais caro de todos é o &quot;<a target="_blank" href="http://www.rosey.ch/">Le Rosey</a>&quot;, com filiais nos vilarejos alpinos de Rolle e Gstaad. </p>
<p>Curioso por essa fama, decidi realizar, há alguns anos, uma reportagem (clique <a target="_blank" href="http://www.swissinfo.ch/por/Capa/Archive/Ganhar_com_elegancia_(I).html?cid=4205724">AQUI</a> para ler) sobre o&nbsp;tão-famoso-quanto&nbsp;<a target="_blank" href="http://www.lyceum-alpinum.ch/go/de/">Lyceum Alpinum</a> em Suoz, um pequeno vilarejo não muito distante da mundana St. Moritz. Nesse dia tive o prazer de ser acompanhado pelo diretor da escola, um alemão saído das fileiras do Exército germânico e, como tal, o arquétipo perfeito daquelas figuras prussianas retratadas dos filmes de guerra. </p>
<p>Apesar do seu comportamento rude, entendi que as severas regras lá aplicadas eram parte da pedagogia. Os pupilos da elite internacional estão muito acostumados já desde a mais tenra idade a comandar. Mas nessa escola, eles aprendem a se comportar e trafegar em um meio completamente globalizado e competitivo. Por isso devem saber que um maço de dólares no bolso não significa liberdade absoluta. Sobretudo o consumo de drogas é controlado energicamente. &quot;Fazemos testes de urina ao acaso. Se descobrimos que alguém utilizou entorpecentes, ele é expulso imediatamente da escola&quot;, contou o diretor na época. </p>
<p>Eu fiquei impressionado com a infraestrutura. Salas pequenas, aulas em inglês, laboratórios como em campus universitário, programas de esporte, esqui, corpo docente internacional e todo o tipo de atividade cultural: nada é poupado para formar os líderes do futuro. </p>
<p>Porém será que uma escola dessas é a ideal para meus próprios filhos? Por muito tempo refleti sobre essa questão. Como todos os pais, sou extremamente preocupado com a educação das crianças. Em breve elas irão frequentar a escola pública, que na Suíça é de altíssima qualidade, mas que nos últimos anos têm enfrentado problemas como indisciplina, violência e também de integração, já que em alguns casos, suas turmas chegam a ter mais de 80% de imigrantes, dos quais muitos mal dominam os idiomas nacionais. </p>
<p>Essa dúvida continuou até encontrar um ex-aluno do Lyceum Alpinum. Ele me revelou ter recebido uma bolsa para estudar nesse internato caríssimo por vir de um dos vilarejos próximos. O espanto foi escutar da sua própria boca que, depois de alguns anos nesse &quot;paraíso&quot;, ele ajoelhou-se perante os pais e implorou para ser colocado em uma escola pública. A explicação: &quot;Para mim era horrível estar com crianças que ganhavam mais de mesada&nbsp;que os&nbsp;salários&nbsp;dos meus próprios pais. Eu queria simplesmente estar com pessoas normais&quot;, disse. </p>
<p>Depois desse encontro passei a olhar para a escola pública com mais afeição. De fato, feliz é o país que oferece educação gratuita, e de bom nível, aos seus cidadãos. </p>
<p>Só um detalhe: os filhos do ex-presidente Fernando Collor de Mello estudaram no Lyceum Alpinum&#8230;.</p>
<p>Foto: alunos do Lyceum Alpinum praticando&nbsp;cricket.</p>
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