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O Bandido da Luz Vermelha em Locarno0 Comments

admin | 8:21 pm | agosto 12, 2010 | Cultura, Vídeos

A vantagem de manter um blog é poder incluir facilmente vídeos nos meio dos seus textos. Hoje publiquei uma grande reportagem sobre o único filme brasileiro (e latino-americano) a disputar o "Leopardo de Ouro", mas sem poder mostrar algumas cenas dessa nova obra e o clássico no qual se inspirou. Eu começo a matéria com as seguintes palavras:

"Luz nas trevas – a volta do Bandido da Luz Vermelha" participa da mostra competitiva no Festival de Cinema de Locarno. Uma família inteira está por trás desse remake de um dos clássicos da cinematografia brasileira. À imprensa, a diretora explica por que o filme pode ser visto como uma vingança pessoal do cineasta Rogério Sganzerla ao chamado cinema da "Boca do Lixo"

Quer ler o resto? Clique AQUI.

Mas não se esqueça de comparar as cenas do remake e do filme original. Não sou crítico de cinema, mas pessoalmente acho muito mais interessante a história do verdadeiro Bandido da Luz Vermelha do que a sua transposição para a tela. Fico tentando imaginar como era essa personalidade que lembra um pouco também o legendário Lúcio Flávio.

Aqui está o remake… 

 

E aqui algumas cenas do filme original de 1968, dirigido por Rogério Sganzerla.


Um festival com sabor de África0 Comments

admin | 3:38 pm | maio 25, 2010 | Cultura, Vídeos

 

Um leitor atento percebe: mas o que esses famosos músicos cubanos têm a ver com a África? É que os membros da fantástica orquestra Buena Vista Social Club se apresentaram no final de semana no 21° Festival Afro-Pfingsten em Winterthur, o maior evento voltado exclusivamente à cultura africana e latino-americana do país dos Alpes. E eu estive por lá e até escrevi uma reportagem (clique AQUI para ler).

Para mim trata-se de um programa imperdível. Ir a essa cidade que, em minha opinião, é uma das mais interessantes do país. E por quê? Pois nela existiu uma gigantesca metalúrgica, a Sulzer AG, fundada em 1834 e depois praticamente falida no final dos anos 1980. O que sobrou marcou para sempre a topografia de Winterthur: um gigantesco complexo de fábricas abandonado e que, nas décadas seguintes, começou a ser transformado em apartamentos, casas, ateliês, bares e outros espaços criativos.

Nos dias do Afro-Pfingsten, a cidade fica tomada por um bazar tão colorido, aromático e exótico como o da Feira de São Cristovão no Rio de Janeiro. Só a possibilidade de comer uma um frango piri piri com arroz na barraquinha dos moçambicanos já faz a viagem valer a pena. Porém não é só isso: fantástico é ver como a Suíça se transformou de fato em um país multicultural, com as misturas raciais e paixão por sons e sabores de outros continentes, sobretudo pelos próprios "nativos".

Quanto ao Buena Vista Social Club, devo confessar que não sou um grande fã da música caribenha, mas eles são uma verdadeira exceção. Nada mais emocionante do que ver veteranos como o trompetista Guajiro Mirabal ou o Barbarito Torres, o "Jimi Hendrix" do alaúde, dar um show de ritmo e maestria.

Para dar uma ideia do que é o Festival Afro-Pfingsten, clique AQUI para ver as fotos.

E quem prefere a música, que tal um belo vídeo com o Buena Vista Social Club.

 


Sem vontade de fazer amor0 Comments

admin | 11:47 pm | maio 17, 2010 | Vídeos

Jovens casais na cama, mas sem vontade de fazer amor? Afinal, para que ter crianças se é tão difícil obter uma vaga no jardim de infância? Essa é a temática de um curioso vídeo publicado recentemente pelos social-democratas de Zurique no YouTube.

A resposta é dada na própria telinha: no cantão (estado) de Zurique existe apenas uma vaga para cada nove crianças. Difícil a situação, não? Parece piada, mas essa é a dura realidade em várias metrópoles da Suíça e também de alguns países no norte da Europa como a Alemanha.

De fato, o controle familiar ocorre também entre os jovens através desse contexto: escolas maternais caras e disputadas, avós distantes ou sem condições (ou até mesmo tempo) para cuidar dos pupilos enquanto os pais trabalham e depois cálculos mirabolantes: já li em um jornal alemão que uma criança custa 120 mil euros até completar 18 anos de idade.

O vídeo do partido chama a atenção para uma iniciativa popular, ou seja, uma proposta de lei, que será votada nas urnas pelos eleitores do cantão em 13 de junho. Se aprovada, o governo local terá de reforçar as estruturas de apoio às famílias no acompanhamento pré-escolar.

E não apenas isso: o mesmo grupo já criou uma comunidade no Facebook para apoiar a ideia. Democracia é feita hoje pelos canais mais modernos…até para os baixinhos.


Cadê o ambiente de Copa…na Suíça?0 Comments

admin | 12:27 pm | maio 5, 2010 | Cultura, Vídeos

Faltam 37 dias para o início da Copa do Mundo e ainda não estou com aquela sensação de expectativa, que tinha nos tempos de criança. Lembro-me até hoje da Rua Marquês de Abrantes pintada de verde e amarelo, centenas de janelas decoradas com a bandeira brasileira e até as vitrines das lojas homenageando a Espanha, onde era organizado o campeonato em 1982. Puxa, já estou ficando velho!

Dois meses antes do apitada para o início do primeiro jogo, as crianças nas escolas já estavam ocupadas com os campeonatos de bafo-bafo para conquistar as últimas figuras e completar, assim, seus álbuns. Em cada quarto um cartaz com a programação já estava pendurado. As escolas anunciavam quais dias seriam livres e outros onde as aulas iriam terminar mais cedo. Nos bairros, a competição pela mais bela decoração da Copa levava todos à loucura. Que vila em Botafogo ganharia o prêmio?

Porém hoje estou distante disso tudo. Na Suíça, que se qualificou pela nona vez para participar de uma Copa, o clima ainda é de inverno e o torcedor se encolhe em casa. Não vejo em nenhum local decorações especiais. Algumas lojas vendem artigos de torcedor, mas até agora não vi ninguém tirar uma bandeirinha ou camiseta desses cestos. Apenas no shopping center próximo à minha casa encontrei uma exposição curiosa sobre a África do Sul, com fotos turísticas, artigos para vender como os bons vinhos sul-africanos e uma bola gigantesca, assinada por milhares de crianças.

Os jornais locais, porém, já estão todos com bons especiais (NZZ, Tagesanzeiger e Blick). A Televisão Suíça preparou uma página de reportagens e histórias de background. Através delas, descobri, por exemplo, que os sul-africanos têm uma máquina mortífera para ajudar a sua equipe: a “Vuvuzela”, uma espécie de corneta de plástico popular no país. Na swissinfo, o especial Copa do Mundo será publicado na segunda-feira.

Aqui no meu exílio voluntário já estou preparado para a Copa: comprei uma nova TV, a bandeira do Brasil já está passada e, na parede, pendurei o programa dos jogos.

Mas em um ponto posso dizer que a África do Sul é um forte concorrente do Brasil: a música. Vejam o vídeo abaixo


Oscar Niemeyer na TV e jornais da Suíça0 Comments

admin | 3:57 pm | abril 21, 2010 | Política, Vídeos

Nossa capital comemora seus 50 anos através de uma festa comedida, como exige o momento político atual. Porém isso não impede que a imprensa estrangeira faça menção à cidade, considerada por muitos como um exemplo da genialidade humana.

No Le Temps, prestigioso jornal genebrino, o articulista escreve um belo artigo intitulado “Brasília, a esperança de uma cidade“. Nas suas primeiras linhas, o autor descreve-a de uma maneira extremamente sucinta, mas de precisão poética: “Um grande projeto de Estado traduzido em um desenho livremente jogado contra o céu azul.”

Ao ler o texto, até descubro que escritor André Malraux considerava as colunas do Palácio da Alvorada como “o evento arquitetônico mais importante depois das colunas gregas”. Porém o autor não esconde um ceticismo, que me lembrou bastante as considerações passadas de Claude Lévi-Strauss. “À distância, Brasília conserva – e sua magia reside lá – a força de uma epopeia. O símbolo de uma comunidade que poderia ter acontecido. De uma sociedade eficaz, próspera e tranquilamente feliz. Não uma cidade, mas a esperança de uma cidade.”

Felizmente o jornalista descobriu também o que existe por traz da fachada de Brasília: dois milhões de pessoas formando um círculo de miséria ao redor da cidade. Obviamente ele não sabe que muitas cidades-satélites são mais ricas e dinâmicas do que Brasília. Porém é impossível não ver os gigantescos bolsões de pobreza, muitos dos quais foram criados recentemente pela ganância de políticos locais. Um deles até gostaria de retornar ao Palácio do Buriti.

Minha família, assim como a de milhares de cariocas, também foi chamada à Brasília para colaborar com o esforço de administrar nosso aparato oficial. Assim vivi quase uma década por lá. Se no início odiava esse acampamento de concreto em meio a um descampado, aprendi posteriormente a amar a simplicidade matemática das suas ruas, o cerrado e, sobretudo, a abóboda estelar que lhe cobre, o céu mais anil de toda a nossa federação. Só os prédios acho pouco funcionais. Seria interessante se a imprensa questionar os funcionários públicos que trabalham em locais como, por exemplo, o Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Parabéns Brasília! Em todo caso, alguém poderia me explicar por que Oscar Niemeyer nunca viveu por lá?

Abaixo está o vídeo produzido pela televisão suíça sobre Brasília. Os autores não poupam elogios ao nosso mais conhecido arquiteto: …”Sua arquitetura é clara e fortemente otimista. Suas construções transmitem leveza e graça: Oscar Niemeyer, o arquiteto brasileiro de 102 anos, confrontou o rigor formal da modernidade com suas formas curvas e naturais. Elas foram inspiradas pelas paisagens da sua pátria…”

P.S: infelizmente o vídeo foi retirado de linha pela Televisão Suíça…Sorry!


Dos chocolates para os monstros do Alien0 Comments

admin | 2:11 pm | abril 16, 2010 | Cultura, Vídeos

Recebi de alguns leitores perguntas sobre as atrações turísticas em Gruyère. Além dos chocolates, o que seria possível fazer nessa bela região tipicamente suíça com seus vilarejos medievais, castelo, pastos e montanhas? Vou dar uma dica que, em minha opinião, é uma surpresa para qualquer pessoa que espere ver apenas cenas bucólicas: o Museu HR Giger.

Quem não conhece esse nome, deve se lembrar pelo menos dos horrorosos monstros – que nasciam na barriga dos hospedeiros – do “Alien“, a série de filmes de ficção científica dirigida pelo cineasta Ridley Scott com a atriz Sigourney Weaver no papel principal. O artista responsável pelo desenho dessas figuras fantásticas é o suíço Hansruedi Giger.  (neste link existem fotos dele)

No coração do vilarejo de Gruyère está um museu dedicado ao seu trabalho. É preciso ter bons nervos para entrar nesse espaço e cair na imaginação fértil e macabra de HR Giger. Monstros, crânios, bebês mortos e imagens de Jesus em negro são apenas um gostinho inicial do visitante.

Confesso aos leitores não entender porque um museu tão mórbido foi criado no local. Ao final da visita, tenho a impressão de ver a boca do monstro babando um líquido transparente atrás do meu armário….Brrrrr……

A entrada do Museu HR Giger em um casarão próximo ao castelo de Gruyères

A cabeça de um dos mais conhecidos monstros da história do cinema.

Mesa e cadeiras projetadas pelo HR Giger. Talvez o próprio Darth Vader tenha sentado nela.

Outra mesa projetada pelo HG Giger. Seus pés são um pouco profanos, não?

Aqui está um vídeo que encontrei no YouTube com o trabalho do HG Giger.


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