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admin | 12:26 pm | agosto 29, 2010 | Política

Cobrir a visita de um ministro de Estado não é fácil. São poucos dias, mas a agenda é cronometrada em segundos na realização de cinco ou mais compromissos por dia. Ainda mais se falando de suíços, é fácil de compreender que cumprir essa maratona é uma questão de honra…e pontualidade.
Em Brasília encontramos os ministros brasileiros José Gomes Temporão (Saúde), que pode ser visto na foto acima (à esq.) apertando a mão do ministro suíço do Interior, Didier Burkhalter, e Sérgio Machado Rezende (Ciência e Tecnologia). Depois fomos ao Rio de Janeiro, onde vários encontros com a comunidade científica brasileira ocorreram. Até tive a feliz oportunidade de conhecer e visitar a Fundação Oswaldo Cruz. Um lugar belíssimo, sem falar obviamente do importante trabalho que esses pesquisadores fazem para o Brasil.
Como foi o encontro entre os governos helvético e brasileiro? Nas poucas horas livres, escrevi uma reportagem (clique AQUI para ler) para contar o que dois países, aparentemente tão diamétricos, têm em comum. O assunto é ciência.
Depois entrevistei (clique AQUI para ler) uma das grandes personalidades do mundo científico suíço, o presidente da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), Patrick Aebischer. Não apenas essa é uma das mais importantes universidades do mundo nas áreas de engenharia e tecnologia, mas ela também está doando um supercomputador ao Brasil, um aparelho capaz de fazer vários milhares de cálculos por segundo e que será utilizado em pesquisas do cérebro num dos grandes centros científicos brasileiros localizado…surpresa…em Natal.
admin | 8:00 pm | agosto 25, 2010 | Política, Suíça

Infelizmente estava muito ocupado nos últimos dias. Aos leitores que pensam ser a Suíça um país monótono, sou obrigado a contradizê-los. O território é exíguo, mas aqui pulsa um coração econômico e político como raramente vivi em outros lugares.
No final de semana, por exemplo, cobri como jornalista um evento muito especial: o 88° Congresso de Suíços do Estrangeiro em St. Gallen (clique AQUI para ler). Como o número diz, há mais de oito décadas emigrantes suíços de todas as partes do mundo se encontram em algum lugar da sua terra de origem para trocar informações, rever amigos e também informar-se sobre as atualidades. Para um pequeno país como a Suíça, com apenas sete milhões de habitantes, é extramente importante manter os laços com aqueles que partiram, muitas vezes há várias gerações.
O respeito é tamanho, que todos os anos um membro do poder executivo (um dos sete ministros que governa o país) sacrifica seu sábado para encontrar essa comunidade. E não apenas isso, dezenas de deputados-federais, senadores, governadores, empresários e outras personalidades também participam. Para um estrangeiro como eu, a impressão é que os suíços se consideram uma grande família, mesmo com todas suas diferenças linguísticas e culturais.
E voltando ao assunto da falta de tempo, informo aos leitores que estou viajando ao Brasil. Acompanho como jornalista a delegação de Didier Burkhalter, ministro suíço do Interior, e mais dezenas de grandes figurões do mundo científico helvético, incluindo também os chefes das Escolas Politécnicas Federais, que são consideradas umas das melhores instituições de ensino e pesquisa da Europa.
O programa é impressionante: encontros com quatro ministros brasileiros e centenas de pesquisadores brasileiros. E não acreditem que a viagem é apenas para ter impressões do maior país da América do Sul. Na bagagem, os suíços estão trazendo um presente aos brasileiros: um dos mais possantes computadores do mundo. Não acreditem? Leiam a minha reportagem (clique AQUI).
P.S: na foto, o ministro Didier Burkhalter é o primeiro a partir da esquerda.
admin | 5:08 pm | agosto 19, 2010 | Economia

Hoje meu colega espanhol publicou um interessante artigo (clique AQUI para ler) sobre uma recém-publicada pesquisa da revista Newsweek sobre os melhores países do mundo. Para minha admiração, a Suíça se classificou em 2° lugar. Ou seja, estou vivendo no segundo melhor país do mundo, um paraíso de segurança, abastança e saúde.
Esse não é o primeiro ranking, no qual a Suíça chega na pole position. De fato, a Suíça chegou a um nível de bem-estar pouco imaginado pelos ancestrais dos atuais habitantes. Muitos acordam pela manhã, olham os Alpes pela janela de casa, tomam leite fresquinho de vacas que pastam em campos verdejantes e vão ao seu trabalho, sem se preocupar com a escola dos filhos (gratuita e de boa qualidade), a saúde (hospitais de 1° mundo) e as contas para pagar (os salários mais elevados da Europa). Outros até precisam procurar um problema, provavelmente com o vizinho.
Agora curioso é o comentário publicado em um dos blogs da Newsweek. "Com os melhores países como esses, por que nações frias, escuras, pequenas e depressivas ficam em primeiro nos ranking?", é o título do post (clique AQUI para ler). Ele explica um pouco do mistério da eterna boa classificação da Suíça e outros países escandinavos.
A resposta: Os "melhores países" do mundo parecem ter algo em comum: eles evitam guerras, vivem na escuridão e mantém um firme estado de depressiva e produtiva atividade.
Já os Estados Unidos, que ficou na 11° posição do ranking dos melhores países do mundo, têm os seus problemas: "é o único país do mundo que escreveu no seu documento fundador o princípio da busca pela felicidade, garantindo dessa forma que ele nunca seria satisfeito."
Realmente muito interessante essa consideração. Um detalhe: o Brasil ficou na 48° posição do ranking, atrás de países como Jamaica, Peru, Costa Rica, Chile e Coréia (15°). Por que será?
admin | 1:12 pm | agosto 13, 2010 | Cultura

O 63° Festival Internacional de Cinema de Locarno está quase terminando. Amanhã saem os resultados dos filmes ganhadores. Porém dentre as várias pessoas que cruzei por aqui, uma delas me ofereceu um interessante bate-papo sobre a situação do cinema brasileiro e que acabou virando entrevista (clique AQUI para ler).
Rachel Monteiro é assessora internacional do Programa Cinema do Brasil, o lobby da indústria cinematográfica tupiniquim, um modelo que imita organizações semelhantes em outros países como a Swiss Films ou Unifrance. Assim como muitos outros colegas, ela também vê muitos problemas no setor além da simples falta habitual de recursos.
Em primeiro lugar, apenas dez por cento das salas exibem cinema nacional. E quando isso ocorre, como ela bem lembrou, as obras em cartaz são simples adaptações de programas de TV para o cinema. Já a fraca presença no exterior seria um erro próprio: "O cinema brasileiro ainda sofre da imagem do Cinema Novo, ou seja, um cinema muito engajado politicamente ou direcionado à pobreza“, disse Rachel.
Pessoalmente concordo com as suas opiniões, mas acho que o problema vai além dessas questões. O fato é que ninguém obriga as pessoas a irem ao cinema para assistir filmes de Hollywood: é que eles são bons mesmos. Além disso, a indústria cinematográfica do Tio Sam é extremamente profissional no marketing. Um bom produto precisa ser anunciado. É preciso criar uma expectativa em relação a ele. E como a própria Rachel admite, pelo menos um filme brasileiro conseguiu fazer isso nos últimos anos: "Tropa de Elite".
Questionei uma das chefes do Festival de Cinema de Locarno sobre essa questão. Como a maioria dos seus colegas, Nadia Dresti, chefe do Industry Office, também culpa as novas gerações por não gostarem de filmes de autor e preferirem as produções hollywoodianas. "Essa turma foi criada no videogame", disse.
Eu acho isso muito simplista. Também gosto do filme de ator, mas existe muita coisa chata produzida por esses meios que se autodenominam "intelectuais". Talvez o Caetano é que tenha razão: o mundo seria aborrecido sem um Elvis Presley ou também um Steven Spielberg.
admin | 8:21 pm | agosto 12, 2010 | Cultura, Vídeos
A vantagem de manter um blog é poder incluir facilmente vídeos nos meio dos seus textos. Hoje publiquei uma grande reportagem sobre o único filme brasileiro (e latino-americano) a disputar o "Leopardo de Ouro", mas sem poder mostrar algumas cenas dessa nova obra e o clássico no qual se inspirou. Eu começo a matéria com as seguintes palavras:
"Luz nas trevas – a volta do Bandido da Luz Vermelha" participa da mostra competitiva no Festival de Cinema de Locarno. Uma família inteira está por trás desse remake de um dos clássicos da cinematografia brasileira. À imprensa, a diretora explica por que o filme pode ser visto como uma vingança pessoal do cineasta Rogério Sganzerla ao chamado cinema da "Boca do Lixo"
Quer ler o resto? Clique AQUI.
Mas não se esqueça de comparar as cenas do remake e do filme original. Não sou crítico de cinema, mas pessoalmente acho muito mais interessante a história do verdadeiro Bandido da Luz Vermelha do que a sua transposição para a tela. Fico tentando imaginar como era essa personalidade que lembra um pouco também o legendário Lúcio Flávio.
Aqui está o remake…
E aqui algumas cenas do filme original de 1968, dirigido por Rogério Sganzerla.
admin | 8:33 pm | agosto 11, 2010 | Cultura

Não, longe disso. Sou simplesmente um dos inúmeros jornalistas presentes no Festival Internacional de Cinema de Locarno. Porem não é difícil se sentir assim, quando se passeia pelas ruas dela belíssima cidade espremida entre as montanhas dos Alpes e um lago de águas cristalinas.
Ao contrário dos grandes festivais em Berlim, Cannes ou Gramado, aqui tudo é bem familiar, quase convivial. As pessoas se cumprimentam, as estrelas passam sem serem percebidas pela população e os cinéfilos sonham com seus filmes. E tudo isso se transforma em uma grande festa quando a noite chega e a Grande Piazza, a praça central da cidade, se transforma em uma gigantesca sala de projeção como no filme Cinema Paradiso.
Porém Locarno também recebe muitas personalidades. Dentre elas, o ex-chanceler alemão Gerhard Schröder e pesos-pesados da política e mundo empresarial de várias partes do mundo. Elas se misturam ao povo sem serem percebidas. Muitas estão até mesmo de férias. Eu escrevi uma reportagem sobre esse ambiente tipicamente suíço, ou seja, uma terra sem Vips (clique AQUI para ler).
2010 Alexander Thoele - Switzerland